Finanças Públicas Dívida pública sobe para novo recorde em Agosto

Dívida pública sobe para novo recorde em Agosto

Após seis meses sempre a subir, a dívida pública está agora em 243,3 mil milhões de euros. Contudo, tendo em conta os depósitos, o valor até desceu em Agosto.
Dívida pública sobe para novo recorde em Agosto
Miguel Baltazar
Nuno Carregueiro 03 de Outubro de 2016 às 11:32

A dívida pública situou-se em 243,3 mil milhões de euros no mês de Agosto, um aumento de 2,5 mil milhões de euros face ao mês anterior, anunciou o Banco de Portugal.

 

O valor registado em Agosto corresponde a um novo máximo e traduz um aumento de 11,7 mil milhões de euros face ao final do ano passado, quando a dívida pública se situava em 231,5 mil milhões de euros.

 

Apesar deste agravamento, que se verificam pelo sexto mês consecutivo, a dívida pública líquida de depósitos da administração central registou uma diminuição de 700 milhões de euros face ao mês anterior, totalizando 223,6 mil milhões de euros.

Na nota onde avança com os dados de Agosto da dívida pública, o Banco de Portugal salienta que o aumento registado em Agosto reflecte emissões líquidas positivas de títulos, num total de 2,6 mil milhões de euros. O IGCP avançou em Agosto com emissão de bilhetes do Tesouro num total de 1,6 mil milhões de euros e realizou a segunda emissão de obrigações do Tesouro de rendimento variável (OTRV) um total de 1,2 mil milhões de euros.

 

Devido a estas emissões, o valor em depósitos do Tesouro aumentou em 3,2 mil milhões de euros, um valor superior ao aumento da dívida total, pelo que em termos líquidos o endividamento do Estado desceu em Agosto.

Apesar do alívio na dívida pública líquida de depósitos em Agosto (após dois meses de aumentos), o valor registado no oitavo mês deste ano (223,6 mil milhões de euros) está mais de 5 mil milhões de euros acima do verificado no final de 2015 (situava-se em 218,3 mil milhões de euros em Dezembro).  

 

Em Junho deste ano a dívida pública total situava-se em 239,8 mil milhões de euros, o que corresponde a 131,7% do PIB. Só quando for conhecido o valor de Setembro será possível perceber se também o peso da dívida pública na economia atingiu um recorde no terceiro trimestre.   

 

(notícia actualizada às 11:40 com mais informação)




A sua opinião77
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado joaoaviador 03.10.2016

Atenuantes ridiculamente convenientes continuam a adormecer os portugueses. O problema é a factura final que estes socialistas deixam sempre para a malta pagar. E não há quem dê cabo deles!

comentários mais recentes
ahah 03.10.2016

Tanta Ignorância / demagogia destes comentaristas cheios de azia porque perderam o tacho, não sabem que a dívida pública subira enquanto houver défice publico (esta no bom caminho), precisam que lhes faça um boneco?

JARANES 03.10.2016

Por consequência, dos fundos comunitários só podem retirar-se três ordens de beneficiários:
- Os políticos e os partidos políticos, que enriqueceram com as comissões cobradas nas obras publicas e fornecimentos ao Estado;
- Os empresários desonestos, que se dedicaram a sacar quanto puderam sem nunca ter tido qualquer intenção séria de investimento;
- Os países comunitários, do centro e Norte da Europa, que repatriaram os fundos enviados para Portugal, quer através da presença das suas empresas como beneficiárias dos mesmos, quer através do consumo nacional dos bens em que eram superavitários.
Infelizmente parece-me que no Portugal 2020 (assim ardilosamente chamado para não ser conotado com as desonestidades ligadas aos fundos comunitários) nada mudará.

Anónimo 03.10.2016

Tem alguma validade o que o anao subvencionista diz ao domingo no jornal das 8,quando fala na merdda dos 2,5%.Foi ja noticiado que a gerigoucada em meio ano gastou o dinheiro disponivel para todo o ano.A 1 arma que quando dispara faz uma entrada de chumbo e 1 saida de canhao,assim e a gerig.

JARANES 03.10.2016

É assim que todos esses projectos, de dezenas de milhares de milhões, acabam por, contra natura, ser financiados, na integra, com capitais alheios (fundos comunitários e dinheiro emprestado ao Estado e Autarquias, pelos financiadores externos, fundamentalmente, e pela banca nacional, aos particulares) denotando, à partida, uma inviabilidade inevitável.
De facto, por um lado, os investidores particulares, não tendo investido nada de seu nesses projectos, deleitaram-se a fazer um giro comercial de saque, levando à inevitável falência das empresas, já que em lugar de geri-las, com vista à sua sobrevivência e ao lucro, dedicaram-se a retirar quanto podiam para os seu bolsos particulares; por outro lado, os detentores de cargos públicos, manobrados pelos partidos políticos, na ânsia de fazer obra e distribuir benesses, na mira da satisfação das suas clientelas politicas e de obtenção de comissões para financiar os partidos e encher os bolsos de grande parte dos políticos corruptos, dedicaram-se a fazer obras inviáveis ou desnecessárias e, em todo o caso, de qualidade depreciada, mas sempre sobreavaliadas já que além do preço que seria normal se viam empoladas com a viciação corrupta que alimenta políticos e partidos políticos.

ver mais comentários
pub