Saúde Dívidas dos hospitais a fornecedores subiram 93 milhões num ano

Dívidas dos hospitais a fornecedores subiram 93 milhões num ano

Apesar do esforço para pagar a fornecedores feito na recta final de 2016, os hospitais fecharam o ano com um montante de dívidas superior ao observado no ano anterior, mostram dados da DGO.
Dívidas dos hospitais a fornecedores subiram 93 milhões num ano
Marta Moitinho Oliveira 26 de janeiro de 2017 às 18:26
As dívidas a fornecedores dos hospitais atingiram no final do ano passado 544 milhões de euros, mais 93 milhões de euros do que no ano anterior, revelam dados da Direcção-Geral do Orçamento (DGO), divulgados esta quinta-feira, 26 de Janeiro. Este agravamento dos pagamentos em atraso aconteceu apesar do esforço feito pelos hospitais na recta final do ano para saldarem as suas dívidas.

Em Dezembro de 2015, os pagamentos em atraso dos hospitais empresa tinham atingido 451 milhões de euros.

Em Novembro de 2016, as dívidas estavam em 755 milhões de euros, o que comparando com os valores de Dezembro revela que estas entidades saldaram num mês 213 milhões de pagamentos em atraso.

Ainda assim este esforço foi insuficiente para travar uma tendência de agravamento de dívidas que se foi mostrando ao longo do ano.

Para a DGO, são considerados pagamentos em atraso dívidas que não são pagas há mais de 90 dias. 

Apesar da degradação da relação com fornecedores dos hospitais, para o conjunto da Administração Pública as dívidas fecharam o ano de 2016 menores do que em 2015.

Em Dezembro do ano passado, o valor dos pagamentos em atraso acumulado pelo conjunto da Administração Pública somava 855 milhões de euros. O ano de 2015 tinha terminado com dívidas de 920 milhões de euros. Trata-se de uma queda de 65 milhões de euros no valor total das dívidas.

 

 



A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

"Apesar do esforço" ?
O défice de 2016 tinha de ser cumprido.
Tudo o resto não interessa. O país pode arder, os fornecedores podem berrar, os cães podem ladrar e o governo a zurrar ....

pub