Zona Euro Draghi pede mais empregos para os jovens: "Eles não querem viver de subsídios"

Draghi pede mais empregos para os jovens: "Eles não querem viver de subsídios"

O presidente do BCE diz que a crise caiu "desproporcionalmente" sobre os jovens, sendo necessário resolver o problema do desemprego elevado para manter os valores da democracia.
Draghi pede mais empregos para os jovens: "Eles não querem viver de subsídios"
Peti Kollanyi/Bloomberg
Rita Faria 22 de setembro de 2017 às 11:09

O presidente do BCE, Mario Draghi, apelou esta sexta-feira, 22 de Setembro, à resolução do problema do desemprego jovem na Europa, através da criação de um mercado de trabalho mais aberto e vibrante. Porque os jovens precisam de oportunidades de emprego e mobilidade, sublinhou, e "não querem viver de subsídios".

Num discurso realizado em Dublin, na Irlanda, Draghi sublinhou que se trata de uma missão fundamental para manter vivos os valores democráticos no Velho Continente.  

"Em vários países, o peso da crise caiu desproporcionalmente sobre os jovens, deixando um legado de esperanças fracassadas, raiva e desconfiança nos valores da nossa sociedade e na identidade da nossa democracia", afirmou o presidente do BCE, citado pela Bloomberg.

Mario Draghi reconheceu, porém, que foram feitos alguns progressos nos últimos anos, em parte devido aos estímulos do banco central que impulsionaram 17 trimestres de crescimento económico. A Zona Euro criou 6 milhões de postos de trabalho nesse período, e o desemprego jovem desceu de 24%, em 2013, para 19% no ano passado. Ainda assim, este valor permanece quatro pontos percentuais acima do nível pré-crise.

Num discurso em que não deu qualquer pista sobre o rumo da política monetária na Zona Euro, o líder do banco central pediu aos políticos para fortalecerem o mercado único, de forma a criar mais oportunidades de trabalho e mobilidade para os jovens, e sublinhou que os empregos são mais importantes do que as políticas redistributivas.

"Alguns dizem que uma distribuição mais equitativa do rendimento e riqueza é a resposta", afirmou. "Mas isso não pode ser suficiente para os jovens que são o futuro das nossas democracias. Eles não querem viver de subsídios".




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