União Europeia Durão Barroso acredita numa União Europeia "com um futuro"

Durão Barroso acredita numa União Europeia "com um futuro"

O antigo presidente da Comissão Europeia Manuel Durão Barroso afirmou hoje a sua crença numa União Europeia (UE) "com um futuro", apesar do "erro" da saída do Reino Unido, o denominado ‘Brexit’.
Durão Barroso acredita numa União Europeia "com um futuro"
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 28 de maio de 2017 às 11:47

"Eu acredito na UE com um futuro. Agora mais do que nunca precisamos de uma UE, que é um exemplo de globalização", comentou o português, numa intervenção no Horasis Global Meeting, a decorrer em Cascais, referindo-se à cooperação transnacional alcançada entre países com interesses diversos.

 

Revelando estar com um "nível de sinceridade a aumentar de dia para dia" e falando a nível pessoal, o ex-primeiro-ministro afirmou a sua desilusão com o "erro que foi o ‘Brexit’" e com a forma como o processo foi "gerido desde o início ao fim".

 

"A UE existia antes e vai continuar, tal como o Reino Unido", comentou Durão Barroso, que destacou a necessidade de adaptação e de "sabedoria dos dois lados", ambos com interesse em colaborar.

 

"Eu penso que vai haver um acordo no final [do processo de saída]", acrescentou, numa intervenção sobre o futuro da Europa, sublinhando que a União Europeia é um parceiro muito importante nas áreas do investimento e do comércio para os britânicos.

 

Sobre o novo cenário político francês, com Emmanuel Macron na presidência, Durão Barroso perspetivou um aumento de "autoconfiança" do país, assim como uma relação mais estreita entre Paris e Berlim.

 

O antigo político sublinhou, porém, que há outros países, como Portugal, com uma "palavra a dizer" na Europa.

 

"Eu estou hoje mais confiante no futuro do que há algum tempo", resumiu Durão Barroso, referindo ainda o desejo de ver a nova administração norte-americana, liderada por Donald Trump, a reconhecer que a Europa "é de longe o maior parceiro dos Estados Unidos".

 

 

 




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mais votado Anónimo 28.05.2017

Hoje em dia a UE já faz transferências e concede ajudas e financiamentos aos Estados-Membros menos ricos e desenvolvidos. No futuro, com uma UE federal com um orçamento maior e mais competências políticas a nível federal, mais direitos (como mais transferências para os Estados e economias que têm menos, e mais e melhor cidadania europeia) implicarão ainda mais deveres (como reformas adequadas feitas na íntegra e de forma atempada) para cada Estado-Membro. Esses deveres, tantas vezes referidos por instituições como a Comissão Europeia, o FMI e a OCDE de forma quase informal e geralmente inconsequente, hoje em dia não são cumpridos. Com uma UE federal existirão meios e ferramentas para que as reformas, os deveres, avancem no seu tempo e Estados-Membros como Portugal e a Grécia não se desleixem e atrasem tanto por força dos seus políticos eleitoralistas mais irresponsáveis, dos seus sindicalistas chantagistas mais fundamentalistas e dos seus banqueiros criminosos mais extorsionários.

comentários mais recentes
AAAA 28.05.2017

ERRO FOI O BARROSO SER PRESIDENTE DA COMISSÃO. O PIOR DE SEMPRE. ERRO É PARA A UNIÃO EUROPEIA, NÃO PARA O REINO UNIDO. DENTRO DE POUCO TEMPO ESTARÁ MUITO MELHOR. JÁ A UE ACABOU. É UM MORTO VIVO. SE EM 40 ANOS NADA FOI FEITO, NÃO É AGORA QUE VÃO CONSEGUIR RESOLVER.

Anónimo 28.05.2017

A solução é flexibilização do mercado laboral, coisa que já existe em grande medida nas economias mais desenvolvidas mas não em Portugal, e Estado de Bem-Estar Social, coisa que já existe em grande medida nas economias mais desenvolvidas mas não em Portugal porque o Estado de Bem-Estar Social português é só para uma parte da população e por isso temos uma Função Pública (e agora também um sector bancário) de Bem-Estar Social, mas não um Estado. Para a sustentabilidade dos Estados, a competitividade das economias e a equidade das sociedades do mundo desenvolvido, os custos do excedentarismo e da blindagem anti-mercado que o garante e perpétua são incomensuravelmente maiores do que aquele Estado de Bem-Estar Social universal num mercado efectivamente concorrencial e flexível. Portugal e Grécia são empecilhos para a integração europeia, mas terão que evoluir algum dia.

Anónimo 28.05.2017

O JdN que fique atento ao governo de Macron. Políticas muito boas, que se distinguirão pela sua justeza, do ponto de vista estritamente social, e pela sua visão, do ponto de vista estritamente económico, muito esclarecedoras e definitivas, estão para acontecer, primeiro em França e depois no resto da Eurozona. "We will gradually enter a time where having a lifetime employment based on tasks that are not justified will be less and less sustainable - we're actually already there." - Emmanuel Macron www.msn.com/en-gb/video/other/french-civil-servants-no-more-jobs-for-life/vi-AAeGlDD

Lurdes 28.05.2017

O meu filho tem 9 anos e diz-me o mesmo

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