Política Monetária É hoje a última subida de juros de Yellen na Fed 

É hoje a última subida de juros de Yellen na Fed 

A ainda presidente da Reserva Federal dos EUA deverá liderar esta quarta-feira a última conferência de imprensa enquanto líder do banco central. Juros deverão subir para 1,25% a 1,50%. 
É hoje a última subida de juros de Yellen na Fed 
Reuters
Patrícia Abreu 13 de dezembro de 2017 às 07:15

Janet Yellen apenas termina o seu mandato à frente da Reserva Federal dos EUA em Fevereiro de 2018, mas a presidente do banco central norte-americano deverá anunciar esta quarta-feira a sua última subida de juros na instituição. A maioria dos economistas acredita que os membros do Comité deverão reiterar a intenção de subir, no próximo ano, os juros por mais três vezes.

 

A Fed deverá colocar, esta quarta-feira, a taxa dos fundos federais num intervalo entre 1,25% e 1,5%, o que implica uma subida de 25 pontos base face ao nível em que se encontrava antes. A subida, a terceira este ano, é antecipada pela maioria dos economistas, que acredita que os membros do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) deverão ainda confirmar a previsão de mais três subidas no próximo ano.

 

"É praticamente certo um aumento de 25 pontos base nos juros, no próximo encontro do Comité Federal de Mercado Aberto  a 12 e 13 de Dezembro", antecipa Franck Dixmier. O responsável global de dívida da Allianz GI nota ainda que "os dados mais recentes dos EUA evidenciam um 'outlook' muito positivo e um ambiente (também) positivo de crescimento". Uma evolução que deverá permitir ao banco central dos EUA "continuar o trajecto de normalização de política monetária".

 

Para o Rabobank, mais do que a subida de juros interessam as novas projecções da entidade, uma vez que "esta subida tem sido bem telegrafada pela Fed". Ainda assim, as palavras de Janet Yellen, na conferência de imprensa após o fim da reunião de dois dias, não terão a mesma relevância do que os seus discursos anteriores. "Uma vez que [Yellen] vai abandonar a Fed no início de Fevereiro, as suas palavras podem não transmitir o peso que tiveram anteriormente", realçou Philip Marey, estratego sénior do Rabobank para os EUA, na mesma nota.

 

Jerome Powell, o sucessor de Janet Yellen à frente da Fed, assume o cargo de presidente da instituição no próximo dia 3 de Fevereiro, pelo que a subida desta quarta-feira deverá ser a última do mandato de Yellen. Coube, de resto, à ainda presidente da Fed quebrar um ciclo de quase uma década sem subidas de juros nos EUA, quando em Dezembro de 2015 aumentou a taxa dos fundos federais em 25 pontos base para um intervalo de 0,25% a 0,5%.

 

Desde então, a autoridade monetária subiu por mais quatro vezes os juros no país. Quanto às previsões de novas subidas para 2018, "não se antecipam grandes alterações em relação ao apresentado na reunião de Setembro da Fed", refere um relatório da Ebury. Ou seja, três novos aumentos no próximo ano.

 

"Se a Fed sinalizar que se mantêm as probabilidades de três aumentos das taxas em 2018, mais investidores irão antecipar a próxima subida dos juros para o primeiro trimestre do próximo ano", aponta a Ebury. Já Franck Dixmier antecipa "pelo menos três subidas em 2018, enquanto o mercado prevê uma probabilidade de apenas 60% para essas três subidas".

 

A Ebury alerta, porém, que os mercados financeiros continuam a subavaliar o ritmo dos aumentos das taxas, "existindo uma clara divergência entre as expectativas do mercado e as da Fed em relação a futuros aumentos". 




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