Economia E se Merkel desse mil euros a cada família alemã para gastar no Sul da Europa?

E se Merkel desse mil euros a cada família alemã para gastar no Sul da Europa?

A proposta é de Nouriel Roubini. Provocação ou tentativa de solução? A "Der Spiegel" decidiu lançar a pergunta no Facebook. Grécia é dos destinos mais votados.
Eva Gaspar 12 de junho de 2012 às 16:40
Nouriel Roubini sugeriu hoje ao Governo de Angela Merkel que emita um "cheque-viagem" de mil euros a favor de cada família alemã, na condição de que este só possa ser usado nos países europeus mais afectados pela crise.

"A loucura da poupança tem de parar. O governo precisa de reduzir impostos e aumentar salários. A Europa precisa de crescimento", argumenta em entrevista ao tablóide "Bild" , o jornal mais vendido na Alemanha.

O economista norte-americano, forte crítico da política de austeridade que diz estar a ser perversamente seguida também pelo centro da Europa, propõe ainda que a Alemanha conceda um tratamento fiscal mais vantajoso aos seus contribuintes que comprem uma casa de férias no Sul da Europa.

Diz Roubini que se Angela Merkel conseguir relançar o crescimento na periferia do euro e ao mesmo tempo lançar um plano de integração na Zona Euro que, no prazo de cinco a dez anos, garanta que a mesma moeda é secundada por políticas orçamentais e fiscais comuns, e por um sistema bancário unificado com uma autoridade de controlo central, pode aspirar a ser "presidente da nova Europa".

As sugestões de Roubini rodaram esta manhã pela imprensa e redes sociais. Provocação? Ou tentativa de solução? (O Japão, nos anos 90, fez uma tentativa semelhante de relançamento do consumo com cheques que tinham de ser "consumidos" em bens ou serviços, e não depositados).

A revista alemã "Der Spiegel" resolveu entretanto abrir o debate na sua página do Facebook: se recebesse um cheque de mil euros nos termos propostos por Roubini onde os iria gastar? As respostas são diversas, mas a Grécia surge como o destino mais votado.



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mais votado Cristóvão Marques 15.06.2012

A ideia não é descabida, porque não implementar em portugal? Utilizavamos os fundos comunitários que temos disponiveis (e que não vamos utilizar por falta de comtrapartidas nacionais) e distribuia-se o cheque pelas famílias da classe média baixa, com um senão, apenas poderia ser utilizado para amortizar dividas bancárias que tivessem e os bancos não poderiam cobrar taxas e comissões pela renegociação dos contratos. Desta forma seria possível baixar as prestações mensais das famílias e reforçava-se a estabilidade das instituições bancárias (aumento de capital). Poderia resultar ou no aumento da poupança mensal das familias ou do consumo (com impacte claro na actividade económica do país). Resultaria? Não sei. Seria justo passar um cheque a muitas famílias que foram irresponsaveis na sua gestão pessoal? em alguns casos não.. Teoricamente faz algum sentido mas isso não significa que funcione na prática.

comentários mais recentes
Cristóvão Marques 15.06.2012

A ideia não é descabida, porque não implementar em portugal? Utilizavamos os fundos comunitários que temos disponiveis (e que não vamos utilizar por falta de comtrapartidas nacionais) e distribuia-se o cheque pelas famílias da classe média baixa, com um senão, apenas poderia ser utilizado para amortizar dividas bancárias que tivessem e os bancos não poderiam cobrar taxas e comissões pela renegociação dos contratos. Desta forma seria possível baixar as prestações mensais das famílias e reforçava-se a estabilidade das instituições bancárias (aumento de capital). Poderia resultar ou no aumento da poupança mensal das familias ou do consumo (com impacte claro na actividade económica do país). Resultaria? Não sei. Seria justo passar um cheque a muitas famílias que foram irresponsaveis na sua gestão pessoal? em alguns casos não.. Teoricamente faz algum sentido mas isso não significa que funcione na prática.

Mais Um Economista 15.06.2012

O Euro, os PIIGS e a Alemanha. >>> http://boom-or-doom.blogs.sapo.pt/4661.html

Nuno Santos 13.06.2012

Eu não faço ideia quem seja este senhor ( mas eu sou suspeito pois penso com a minha cabeça) mas tenho que reconhecer que é a primeira pessoa em alguns meses que vejo propor algo inteligente. Contudo a solução para a NOSSA crise seria o ordenado minimo passar a 1000 euros e todos os que ganhassem mais de 1000 manteriam por 3 anos e após esse tempo (36 meses) seriam aumentados em 250 euros por cada 1000. aí sim a economia iria crescer atraves do consumo interno e circulaçao de divisa.

Nobre 13.06.2012

E se Frau Merkel desse uma salsicha para o sr. Roubini meter num certo sítio?!

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