Américas Economia americana cresce 2,6% no segundo trimestre

Economia americana cresce 2,6% no segundo trimestre

O PIB dos Estados Unidos avançou 2,6% no segundo trimestre deste ano. Um resultado que fica em linha com as expectativas. O crescimento dos primeiros três meses do ano foi revisto em baixa, para 1,2%.
Economia americana cresce 2,6% no segundo trimestre
Nuno Aguiar 28 de julho de 2017 às 13:37

No primeiro trimestre da exclusiva responsabilidade da Administração Trump, a economia dos EUA cresceu 2,6%, mostram os dados publicados hoje, pelo Departamento do Comércio. A variação é mais do dobro daquela que se observou no primeiro trimestre e fica sensivelmente em linha com as expectativas.


A melhoria deveu-se essencialmente à recuperação do consumo das famílias - que tinha arrefecido no trimestre anterior -, bem como a um crescimento do investimento não-residencial, das exportações e dos gastos públicos do governo federal. Por outro lado, registaram-se contributos negativos da parte do investimento privado residencial e em inventário, dos gastos dos governos locais e estaduais e das importações (que aumentaram, o que penaliza o PIB).


Este resultado dá mais argumentos à Reserva Federal dos Estados Unidos para acelerar a inversão da sua política expansionista, através de uma possível nova subida das taxas de juro e de uma redução dos mais de quatro biliões de dólares em obrigações americanas que tem no seu balanço. 

 

Se é verdade que o PIB do segundo trimestre correspondeu às expectativas, os dados hoje publicados também trouxeram notícias negativas sobre a actividade económica americana, revendo em baixa o crescimento dos primeiros três meses do ano, de 1,4% para 1,2%.

 

Isto significa que na primeira metade do ano, a economia dos EUA cresceu 1,9%. Ou seja, mesmo que se registe uma aceleração no resto de 2017, será muito difícil alcançar o objectivo traçado por Donald Trump de atingir um crescimento superior a 3%.

 

O Presidente não tem conseguido avançar no Congresso com qualquer iniciativa política de estímulo económico, nomeadamente a sua intenção de baixar os impostos das empresas.

 

Perante as enormes dificuldades em aprovar a sua reforma da saúda (eliminar e substituir o Obamacare), instituições e analistas estão cada vez mais pessimistas sobre a capacidade de Trump para executar as suas promessas de estímulo. O FMI, por exemplo, reviu em baixa a sua previsão de crescimento dos EUA este ano, de 2,3% para 2,1%.




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