Ásia Economia chinesa abrandará para 6,5% em 2017, estima

Economia chinesa abrandará para 6,5% em 2017, estima

A previsão surge depois de anunciados, no início deste mês, vários indicadores positivos para a segunda maior economia mundial.
Economia chinesa abrandará para 6,5% em 2017, estima
Marko Djurica/Reuters
Lusa 20 de Dezembro de 2016 às 07:55

O ritmo de crescimento da economia chinesa vai abrandar para 6,5%, em 2017, e a moeda do país vai continuar a desvaloriza-se, face ao dólar norte-americano, previu na segunda-feira o principal instituto de pesquisa do país.

 

A previsão surge depois de anunciados, no início deste mês, vários indicadores positivos para a segunda maior economia mundial.

 

Contudo, a economia "continua a sofrer uma cada vez maior pressão negativa", afirmou a Academia Chinesa de Ciências Sociais (ACCS), citada pelo 'site' oficial china.org.cn.

 

O instituto de pesquisa prevê ainda que o yuan, a moeda da China, que atingiu este mês o valor mais baixo dos últimos oito anos - irá desvalorizar entre 3% e 5%, face ao dólar.

 

A ACCS anunciou estas previsões durante uma conferência de imprensa, realizada anualmente, três dias após os líderes chineses se reunirem para debater assuntos chave da economia.

 

Durante o encontro, que contou com a participação do Presidente chinês, Xi Jinping, os líderes prometeram resolver problemas urgentes da economia, sobretudo nos grupos estatais vistos como improdutivos, e no sector imobiliário, afectado por uma enorme 'bolha' especulativa.

 

No último ano, o ACCS previu que a economia iria crescer 6,7%, em 2016.

 

Por enquanto, a previsão tem-se confirmado, com o ritmo de crescimento económico a fixar-se em 6,7%, o mais baixo desde o pico da crise financeira, ao longo de três trimestres consecutivos.

 

Para o próximo ano, o ACCS prevê o ritmo mais lento da meta de crescimento definida por Pequim para o período entre 2015 e 2020 - entre 6,5 e 7%.

 

Seria também o ritmo mais lento desde 1990, quando a economia do país cresceu 3,9%.

 

Vários factores permitiram à China atingir a meta proposta pelo Governo, incluindo um aumento do consumo interno, a recuperação no investimento em imobiliário e fortes gastos em infraestruturas.

 

As importações e exportações devem cair 9,5 e 7,2 por cento, respectivamente, durante este ano, face a 2015.

 

As importações em Novembro superaram as expectativas, pondo fim a taxas homólogas negativas.

 

Pequim está a encetar uma transição no modelo de crescimento do país, visando maior ênfase no consumo doméstico, em detrimento das exportações e investimento, que asseguraram três décadas de trepidante, mas "insustentável", crescimento económico.

 

O processo tem sido, no entanto, difícil.

 

O aumento do consumo interno deve abrandar de 10 para 9,5%, em 2017, refere o ACCS.

 

O país enfrenta ainda vários desafios, como excesso de capacidade de produção em empresas estatais obsoletas e fuga de capital.

 

A eleição do norte-americano Donald Trump, que acusa a China de manipular a sua moeda e já prometeu aumentar os impostos sobre os produtos chineses, acarreta também instabilidade, tendo em conta que os Estados Unidos são o maior parceiro comercial do país asiático.




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