Conjuntura Indústria do euro em máximos de quase seis anos

Indústria do euro em máximos de quase seis anos

Os números definitivos do índice de gestores de compras da Zona Euro para a área manufactureira apontam para o melhor resultado desde Abril de 2011, confirmando a primeira leitura, de 54,9 pontos.
Indústria do euro em máximos de quase seis anos
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 02 de janeiro de 2017 às 09:07
A percepção dos gestores de compras da Zona Euro aponta para que a actividade da indústria dos 19 do clube da moeda única tenha atingido um máximo de quase seis anos em Dezembro, fechando o ano de 2016 com uma tendência de crescimento.

De acordo com a Markit, o índice PMI ficou no último mês do ano em 54,9 pontos, confirmando a primeira leitura e reforçando o perfil de crescimento em relação a Novembro, quando tinha sido de 53,7. É o valor mais elevado desde Abril de 2011, mantendo-se acima da linha de 50, o limite a partir do qual se estabelece que a actividade registou expansão.

A actividade acelerou entre os dois últimos trimestres (passando de 52,1 para 54), elevando a média anual deste indicador para 52,5, levando a que o ano fechasse no valor mais elevado desde 2010.

Por mercados, a Holanda e a Áustria são aqueles onde se denota maior expansão da actividade, ao passo que na Alemanha, a "locomotiva económica" do euro, regista um máximo de três anos. O maior parceiro comercial de Portugal, Espanha, atingiu a melhor marca em 11 meses, enquanto o desempenho de França é o melhor em quase seis anos.

Na base do desempenho do clube dos 19 está, segundo a Markit, um crescimento mais rápido da produção e de novas encomendas, tanto no mercado interno como para exportação, a beneficiar da queda do euro face ao dólar nas últimas semanas. 

O crescimento da procura elevou as listas de encomendas também para o maior valor em mais de cinco anos, resultando na criação de mais postos de trabalho. A empresa de estudos de mercado destaca ainda o aumento da pressão inflacionista, perante o aumento dos custos das importações devido a factores cambiais e ao aumento dos preços das matérias-primas. 

Apesar de reconhecer o forte final de 2016 para a economia do euro, Chris Williamson, o economista-chefe da Markit, destaca o risco político trazido pelo ano novo, nomeadamente em torno do desfecho das eleições na Holanda, França e Alemanha. Eventuais alterações geopolíticas podem conduzir a uma "intensificação da incerteza política na região", o que leva a organização a estimar um abrandamento no crescimento da economia, dos 1,7% de 2016 para 1,4% no ano que vem.


(Notícia em actualização; título corrigido às 9:11 substituindo "Economia" por "Indústria")



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