Conjuntura Economia portuguesa estabiliza em máximos de 16 anos no arranque no trimestre

Economia portuguesa estabiliza em máximos de 16 anos no arranque no trimestre

Os dados da Síntese Económica Conjuntura  do INE  relativos a Julho apontam para a manutenção do crescimento da economia nos níveis registados no segundo trimestre.
Economia portuguesa estabiliza em máximos de 16 anos no arranque no trimestre
Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Carregueiro 19 de setembro de 2017 às 11:50

O indicador de actividade económica do Instituto Nacional de Estatística registou em Julho um crescimento de 3%, o que iguala a expansão registada nos dois meses anteriores.

 

De acordo com a Síntese Económica Conjuntura (SEC) do INE, a economia portuguesa arrancou o terceiro trimestre a estabilizar no ritmo de expansão que é o mais elevado em 16 anos. É preciso recuar a Abril de 2011 para encontrar um mês em que a taxa de variação homóloga do indicador de actividade económica registada foi mais elevada (+3,3%).

 

Este indicador sinaliza assim que no arranque do terceiro trimestre a economia portuguesa estará a registar taxas de crescimento em linha com o verificado no segundo trimestre, período em que o PIB registou um crescimento homólogo de 2,9%, o mais forte desde o quarto trimestre de 2000.

Na SEC o INE diz que o indicador quantitativo do consumo privado acelerou em Julho (aumentou 3,7%), reflectindo um contributo positivo mais expressivo da componente de consumo duradouro (cresceu 5,9%). O crescimento do consumo corrente estabilizou em 3,5%.

 

Em sentindo inverso, o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) desacelerou em Julho devido "ao comportamento das componentes de material de transporte e máquinas e equipamentos". No segundo trimestre o investimento cresceu mais de 10%, renovando máximos de duas décadas.

 

O INE refere ainda que a actividade económica na perspectiva da produção "revelou um crescimento mais intenso, tendo os índices de volume de negócios da indústria e dos serviços, bem como os índices de produção da indústria e da construção acelerado em termos homólogos".

 

O instituto recupera ainda outros indicadores já publicados, como o clima económico (que mede a confiança dos empresários), que diminuiu em Agosto. Quanto à taxa de desemprego, ajustada de sazonalidade, manteve-se inalterada em Julho em 9,1%. Já as exportações e importações de bens apresentaram variações homólogas de 9,0% e 13,4% em Julho.




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