Conjuntura Economist prevê que Portugal cresça 2,4% este ano

Economist prevê que Portugal cresça 2,4% este ano

As eleições autárquicas não devem representar um foco de instabilidade política em Portugal, ainda que possam trazer alguma tensão entre o PS e os partidos que o apoiam no Parlamento, prevêem os economistas da revista britânica The Economist.
Economist prevê que Portugal cresça 2,4% este ano
Miguel Baltazar
Sara Antunes 03 de julho de 2017 às 10:24

A Economist Intelligence Unit elevou a sua previsão de crescimento para Portugal, bem como a previsão para a inflação. Os factores de maior risco residem fora das fronteiras nacionais, apesar das eleições que vão decorrer no país.

 

"Prevemos agora uma aceleração para 2,4%" do produto interno bruto (PIB) deste ano, pode ler-se numa nota publicada no dia1 de Julho. A estimativa anterior era de 1,7%.

 

Os especialistas da unidade de análise da revista britânica The Economist realçam o "excepcionalmente forte primeiro trimestre", período em que a economia portuguesa cresceu 2,8%, o que representa o ritmo mais célere em quase 10 anos.

 

"A expansão deverá ser justificada pela procura interna, em particular pelo consumo privado e pelo investimento", salientam os especialistas.

 

Já para os anos seguintes a Economist Intelligence Unit prevê um abrandamento do crescimento, com o PIB a aumentar 1,7% em 2018 e a expandir-se a uma taxa média de 1,6% entre 2018 e 2021.

 

Os analistas realçam que a economia portuguesa está exposta a alguns riscos, nomeadamente externos, com o nível de incerteza a ser elevado devido à vitória de Donald Trump nos EUA, às eleições legislativas que decorreram no Reino Unido e ao Brexit, cujo processo ainda vai demorar e promete fazer correr muita tinta.

 

A Economist antecipa que a taxa de inflação dispare de 0,6%, registada em 2016, para "uns 1,8% mais saudáveis este ano".

 

Quanto ao cenário político, a unidade económica "não espera que as eleições autárquicas desestabilizem o Governo, apesar de haver risco de poderem aumentar a tensão entre o PS e os seus apoiantes externos [CDU e Bloco de Esquerda], especialmente se o PCP tiver um resultado abaixo do esperado."

 

Na oposição, "um resultado fraco do PSD pode aumentar a pressão para uma demissão do líder do partido, Pedro Passos Coelho."