Economia Edição especial aniversário: Recorde os últimos 14 anos

Edição especial aniversário: Recorde os últimos 14 anos

O Negócios celebra 14 anos numa edição especial onde poderá rever os acontecimentos mais marcantes entre os anos 2003 e 2016.
Edição especial aniversário: Recorde os últimos 14 anos
Negócios 31 de maio de 2017 às 16:00
O Negócios celebra o seu 14.º aniversário com uma edição especial. No jornal desta quarta-feira, passamos em revista os acontecimentos que ficaram para a História entre os anos de 2003 e 2016 e as marcas que deixaram até hoje. E damos-lhe também conta dos factos mais relevantes ocorridos nos primeiros cinco meses de 2017. O nosso mundo, numa edição para ler e guardar. Recorde os principais acontecimentos.

Os anos da desilusão

Em 2003, o PIB caía pela primeira vez em 10 anos, com a contracção mais significativa desde os anos 80. Expressões que se ouviam nesse ano? "Consolidação" e "viver acima das possibilidades", entre outras.



2003:
No pós-tanga, a economia também ia nua

Um ano depois de Durão Barroso ter dito que o país estava "de tanga", a economia portuguesa caiu em recessão. 2003 marcaria o fim da trajectória de aproximação à média da União Europeia. 

Das Lajes saiu o rastilho de uma guerra que nunca terminou
Portugal ficou irremediavelmente ligado à decisão de avançar com uma intervenção no Iraque motivada por armas que nunca existiram.

2004:
Barroso saiu e Sampaio fartou-se de Santana

Era Verão, mas politicamente ninguém diria. A saída do primeiro-ministro para o mais alto cargo europeu abriu uma crise em Lisboa, que levou à primeira maioria absoluta do PS.

Portugal organizou o Euro mas os gregos ganharam

Portugal recebeu a sua primeira grande competição desportiva em 2004 e investiu 665 milhões de euros em 10 estádios.

2005:

Sócrates quebra o "mito" político – e outros inéditos

A 20 de Fevereiro, o "Tony Blair português" dava ao PS o que nem Mário Soares nem António Guterres tinham conseguido: uma maioria absoluta. O legado político acabou aprisionado pela troika e pela justiça.

Jardim Gonçalves saiu e o BCP nunca mais foi igual

Duas décadas após ter fundado o BCP, Jardim Gonçalves cedeu a liderança a Teixeira Pinto. A escolha "positiva" revelou-se problemática. Menos de três anos depois, nenhum já estava no banco.

2006:
Duas ofertas milionárias que mudariam poderes

Tanto nas telecomunicações, como na banca, o ano de 2006 foi um marco. A Sonae tentou comprar a PT. O BCP cobiçou o BPI. Ambas falharam. Mas o preço chegou mais tarde.

OPV da Galp, o "jackpot" da bolsa portuguesa

Os investidores que compraram acções na OPV da Galp registaram mais-valias expressivas. Petrolífera mais que duplica de valor desde a sua estreia na bolsa portuguesa, em Outubro de 2006.

2007:

"Porreiro, pá!" O fim da UE tal como a conhecemos

Visto a uma década de distância, o dia frio e soalheiro nos Jerónimos terá ficado marcado por uma ausência premonitória. Gordon Brown só chegou a tempo do brinde com Porto de 1957.

 

A brisa da EDP que sopra forte nos Estados Unidos

Foi há 10 anos que a EDP entrou no seu maior mercado eólico e anunciou a criação da EDP Renováveis, que hoje vale 37% do EBITDA da eléctrica. Este ano lançou uma OPA para controlar a sua subsidiária a 100%.

2008:

Lehman Brothers, o maior estouro da História

Depois de vários sustos, coube ao gigante Lehman protagonizar a maior falência de todos os tempos. Ofensiva da regulação financeira acabou por ser diluída ao longo do tempo.

 

BPN nacionalizado, BPP intervencionado

Com a crise financeira a alastrar como fogo, o Governo de José Sócrates queria impedir pânico entre os depositantes. O BPN é nacionalizado e o BPP ajudado com uma garantia estatal.

2009:

O procedimento que ensombra o país há oito anos

A grande recessão internacional, o plano anti-crise de estímulos acordado a nível europeu, e a gestão orçamental em ano eleitora, levaram o défice de 2009 até aos 9% do PIB.

Os mínimos nas bolsas e o início do super "bull market" nos EUA

Depois de terem batido no fundo, a 9 de Março, as bolsas norte-americanas iniciam um ciclo de subida. Os primeiros sinais positivos nas contas do Citigroup e a intervenção de Barack Obama deram combustível ao super bull market nos EUA, que dura até hoje.

2010:
Adeus Vivo, olá Oi. O início do fim do triângulo virtuoso

O ano de 2010 marcou a saída da PT da brasileira Vivo e o início da aliança com a Oi. Hoje, a Oi tem em mãos um processo de recuperação judicial e em breve as marcas PT e Meo vão acabar.

 

Grécia, o rastilho para a crise do euro

A descoberta de mais um truque nas contas públicas gregas no rescaldo da falência do Lehman rastilhou a desconfiança na solvabilidade dos países periféricos e desafiou a solidez da moeda única.

2011:
O FMI voltou a mandar aqui

Foi um dos anos mais loucos da histórica económica recente, com negociações ao mais alto nível para tentar evitar o resgate, um novo Governo e o terceiro pedido de assistência financeira desde 1974.

Ascensão e queda de Dilma foi também a do Brasil

Dilma Rousseff, discípula de Lula da Silva, chegou ao poder com um país em euforia. Saiu com a classe política arrasada pelo maior escândalo de corrupção do Brasil e a economia de rastos.

2012:
As palavras que preveniram a queda da Zona Euro

Quando muitos apostavam que a Zona Euro seria um projecto falhado, Mario Draghi colocou um ponto final na pressão ao referir que faria o que fosse necessário para preservar a moeda única.

Quando a banca privada precisou de dinheiro público

Após meses de resistência, os banqueiros tiveram de pedir ajuda pública. Quase toda a banca privada recebeu dinheiro estatal, o que ditou uma profunda reestruturação em todas as instituições. O Estado ganhou com BPI e BCP, mas perdeu no Banif.


2013:
As últimas grandes privatizações da era da troika
A privatização mais valiosa do tempo da troika ficou fechada há quatro anos, com a francesa Vinci a ficar com a ANA-Aeroportos. A saída do Estado da EDP também aconteceu em 2013.

Paulo Portas e a revogável força das palavras

Um dia depois de Vítor Gaspar ter saído com apelo à coesão na coligação, Paulo Portas demitiu-se irrevogavelmente. Voltou, reforçado. 


2014:
A resolução  que vai demorar décadas a digerir

O BES caiu com estrondo no pico do Verão de 2014, vítima de irregularidades no GES e no próprio banco. A resolução foi um tratamento de choque com efeitos secundários para as próximas décadas.

Um ex-primeiro-ministro foi preso e espera ainda uma acusação
Passaram dois anos e meio desde a noite em que José Sócrates, chegado de Paris, foi detido no aeroporto de Lisboa. A investigação contra si, que já então teria alguns meses, ainda continua. Está indiciado por corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

2015:
E, pasmado, o país viu nascer a geringonça 
Ninguém a previu, muitos a amaldiçoaram, mas passado ano e meio era difícil imaginar um balanço melhor. A economia cresce bem, as contas estão controladas e o PS roça a maioria absoluta.

Esquerda radical chega ao poder na Europa
Em Janeiro de 2015, a esquerda radical chega ao berço da Europa, quando o Syriza, liderado pelo jovem Alexis Tsipras vence as eleições legislativas. A Grécia fica à beira da expulsão efectiva do Euro, mas um recuo em toda a linha do governo grego mantém o país na moeda única. 

2016:

A pós-verdade contrariou o fim da história

O Brexit e a vitória de Trump sacudiram o mundo e abanaram a base que suporta uma ordem internacional em fase de desconstrução. Foram o triunfo da era da "pós-verdade" e a entrada em terreno desconhecido.

 

O pontapé de Eder fez de Portugal campeão europeu

Na segunda final numa grande competição, Portugal não deixou fugir o título de campeão, graças a um golo de Eder.

2017:

O optimismo nacional e o furacão Trump

Em Portugal, os primeiros cinco meses do ano foram de um optimismo irritante. Lá fora, Donald Trump, continua na crista da onda, embora nem sempre pelas melhores razões. 2017 promete.



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mais votado IS Há 2 semanas

Óptimo trabalho do Jornal de Negócios com conteúdo relevante.

comentários mais recentes
IS Há 2 semanas

Óptimo trabalho do Jornal de Negócios com conteúdo relevante.

IS Há 2 semanas

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surpreso Há 3 semanas

Aguentarão mais 14 MESES?

GabrielOrfaoGoncalves Há 3 semanas

Falta a referência a um momento alto (ou talvez baixo) deste período histórico, e que aliás foi bem noticiado pelo vosso jornal:

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/salaacuterios_dos_funcionaacuterios_puacuteblicos_sofrem_cortes_entre_35_e_10_act

É que de há uns tempos para cá uns comentadores meteram na cabeça que estes cortes tinha sido o Passos que os tinha feito. Passos manteve-os. Mas é Teixeira dos Santos que diz: "É para manter", como aqui se pode ver e ouvir:

https://www.youtube.com/watch?v=duOwjPjPQdo

Esta questão foi levada ao Tribunal Constitucional que entendeu não haver violação da Constituição.

Este também é digno de lembrança:

https://www.youtube.com/watch?v=0dkiy2Skq6o

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