Impostos EDP ganhou 174 milhões com reavaliação de activos

EDP ganhou 174 milhões com reavaliação de activos

EDP, EDP Renováveis, CTT, Altri, Nos, Navigator e F. Ramada são empresas que nos seus relatórios e contas de 2016 disseram que aderiram ao programa de reavaliação de activos. UTAO confirma cálculos avançados pelo CDS.
EDP ganhou 174 milhões com reavaliação de activos
Marta Moitinho Oliveira 12 de julho de 2017 às 16:26

A EDP vai ter um benefício de 174 milhões de euros por ter aderido ao regime de reavaliação de activos introduzido em 2016 pelo Governo. Este é o valor líquido do ganho e é confirmado pela Unidade Técnica de Apoio Orçamento (UTAO) que cita o relatório e contas da eléctrica.


"No exemplo da empresa EDP, Energias de Portugal, SA, regista-se um efeito líquido sobre os resultados de 2016 de cerca de 174 milhões de euros, o qual resulta da diferença entre o valor dos activos por impostos diferidos (que representa um rendimento de 339 milhões de euros) e a tributação autónoma especial (que representa um gasto de 165 milhões de euros, a pagar em três anos)", lê-se no relatório de "Análise do Impacto Orçamental da Reavaliação de Activos" feito pelos técnicos do Parlamento a pedido do PSD e do CDS, a que o Negócios teve acesso.


No documento, os técnicos indicam as empresas segundo os seus relatórios e contas decidiram aderir ao programa de reavaliação de activos. São elas a EDP, a EDP Renováveis, a CTT, a Altri, a Nos, a Navigator e a F. Ramada.

Os técnicos do Parlamento optaram por analisar o caso concreto da EDP dada a dimensão da operação no caso da eléctrica. "Pelo facto de cerca de metade do montante das reavaliações e do respectivo pagamento de tributação autónoma especial se encontrar concentrado numa empresa, justifica-se uma abordagem individualizada", adiantam.

"O montante de tributação autónoma para o triénio 2016-2018 será de 165 milhões de euros, sendo que o montante total das reavaliações que lhe está subjacente é de 1.185 milhões de euros. A adesão ao programa de reavaliação de activos, de acordo com a Relatório e Contas de 2016 da empresa, deverá permitir acomodar nos anos futuros uma dedução fiscal de 339 milhões de euros, de acordo com os cálculos da empresa, o que origina um fluxo nominal líquido 174 milhões de euros para o horizonte 2016-2026 (decorrente da diferença entre o benefício fiscal acumulado e a tributação autónoma acima referidos)", lê-se no documento.

O benefício da EDP tinha sido referido pelo CDS no requerimento onde pedia à UTAO que calculasse o impacto da reavaliação de activos nas contas pública. 




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comentários mais recentes
CaTu 12.07.2017

O governo das esquerdas a engordar a EDP ... vira o disco e toca o mesmo, mas agora o PCP e o Bloco também dançam

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