EDP emite dívida no regresso aos mercados de empresas portuguesas (act)
14 Setembro 2012, 11:48 por Edgar Caetano | edgarcaetano@negocios.pt, Nuno Carregueiro | nc@negocios.pt
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Eléctrica está hoje a emitir 750 milhões de euros em obrigações, numa operação que marca o regresso duma empresa portuguesa ao mercado de dívida internacional desde que Portugal pediu ajuda externa. A procura já supera a oferta em mais de 10 vezes.
A Energias de Portugal está hoje a realizar uma emissão de obrigações com uma maturidade de 5 anos, uma operação que ganha especial importância pois marca o regresso de uma empresa portuguesa ao mercado de dívida.

A notícia está a ser avançada pela Bloomberg, que destaca que desde Janeiro de 2011 que uma empresa portuguesa não recorria ao mercado de dívida para se financiar.

Segundo a agência Dow Jones o livro de ordens já chega aos 7,5 mil milhões de euros, ou seja, 10 vezes o montante que a EDP pretendia emitir. A Bloomberg avançava que a eléctrica pretendia emitir 750 milhões de euros, pagando uma taxa implícita de 5,875%. A Dow Jones adianta que a taxa de juro será em redor de 6,25%.

Contactada pelo Negócios, fonte oficial da EDP não confirmou a operação.

O bancos gestores da operação são Barclays, BNP Paribas, Crédit Suisse, ING, Mizuho Financial Group, Société Générale, Espírito Santo Investiment Bank e o Millennium BCP.

O regresso ao mercado por parte da EDP tira partido do alívio recente das taxas no mercado secundário, que está relacionado com as avaliações positivas ao programa da troika e com as medidas de apoio à liquidez anunciados por Mario Draghi, o presidente do BCE. O sentimento mais positivo nos mercados tem, de resto, sido aproveitado por várias empresas espanholas para emitir dívida nos mercados, como a Telefónica e a Repsol.

Em Portugal, as dificuldades de emissão no mercado aberto têm levado empresas como a EDP, a Portugal Telecom, a Brisa, a Semapa e a Zon Multimédia a emitir dívida no retalho. A EDP recebeu também, entretanto, um empréstimo de um banco chinês no valor de mil milhões de euros.

O regresso de Portugal aos mercados de dívida, com a emissão de obrigações de médio e longo prazo, está previsto antes de Setembro de 2013, altura em que chega à maturidade uma linha de obrigações em que estão emitidos cerca de 10 mil milhões de euros.

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