Turismo & Lazer Efeito Trump: Reservas de viagens para os EUA caem 6,5%

Efeito Trump: Reservas de viagens para os EUA caem 6,5%

Sem surpresa, o veto do presidente norte-americano à entrada de imigrantes de sete países teve impacto negativo sobretudo nas reservas feitas a partir dos países do Médio Oriente. Mas praticamente todas as regiões do globo se ressentiram.
Efeito Trump: Reservas de viagens para os EUA caem 6,5%
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 09 de fevereiro de 2017 às 11:39

A ordem executiva de Donald Trump, que impedia temporariamente a entrada de imigrantes de sete países de maioria muçulmana e a recepção de refugiados, provocou uma queda nas reservas de viagens internacionais com destino aos Estados Unidos durante os oito dias em que a ordem vigorou.

As contas são da consultora de turismo ForwardKeys, que conclui que entre 28 de Janeiro e 4 de Fevereiro as reservas de deslocações a partir do estrangeiro caíram 6,5% em relação ao período homólogo de 2016 (30 de Janeiro a 6 de Fevereiro). Já os cancelamentos de viagens no período de veto chegaram a aumentar 30% num dos dias: 30 de Janeiro.

As maiores quedas nas novas reservas tiveram lugar nos países do Médio Oriente (37,5%, com a Arábia saudita a cair 60%), na região Ásia-Pacífico (-14%, excluindo China e Hong Kong, dado o efeito sazonal resultante do Novo Ano Chinês, que coincide com o período em análise) e na Europa Ocidental (-13,6%).

As marcações a partir dos sete países abrangidos pelo impedimento de entrada (Irão, Síria, Iraque, Iémen, Líbia, Somália e Sudão) caíram 80% desde a ordem executiva de Donald Trump, mas logo que a aplicação da medida foi suspensa por um juiz de Seattle, James Robart, a 3 de Fevereiro, as reservas dispararam: mais de 30% no caso do Irão.

Já as viagens reservadas em países das regiões do Leste Europeu (que inclui a Rússia) subiram 15,8% enquanto as viagens a partir de outros países americanos cresceram 2,3%. As reservas a partir da Europa do Sul, onde se enquadra Portugal, terão caído 2,9%.

A ordem executiva foi assinada a 27 de Janeiro por Donald Trump e justificada com a necessidade de monitorizar os cidadãos oriundos daqueles países pelo risco de atentados terroristas em território nacional. A 3 de Fevereiro o juiz James Robart bloqueou temporariamente a medida, dando início a uma batalha judicial.

Actualmente a disputa está entregue a um tribunal de recurso de São Francisco que iniciou esta terça-feira a audição das partes interessadas, sem chegar ainda a uma conclusão.




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Anónimo Há 1 semana

Ter inglês fluente abre muitas portas de oportunidades profissionais, de viagens e de lazer! Hoje existem muitos recursos para se aprender a língua, até mesmo de forma online. Depois de muita pesquisa encontrei muita coisa boa na internet como esse treinamento gratuito (http://alcanceafluencia.com/)

fred Há 2 semanas

Excelentes notícias para os EUA

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