Eleições Eleições no Reino Unido: May está disposta a ser líder difícil e Corbyn promete escutar

Eleições no Reino Unido: May está disposta a ser líder difícil e Corbyn promete escutar

A actual primeira-ministra britânica e líder conservadora, Theresa May, afirmou hoje estar "disposta a ser uma mulher difícil", de modo a atingir os objectivos do seu futuro governo, enquanto o rival trabalhista, Jeremy Corbyn, prometeu ser um primeiro-ministro que escuta.
Eleições no Reino Unido: May está disposta a ser líder difícil e Corbyn promete escutar
Reuters
Lusa 29 de maio de 2017 às 23:34

Os dois políticos britânicos participaram hoje num programa televisivo dedicado às eleições legislativas antecipadas, agendadas para 8 de Junho, em que responderam, em separado, às perguntas de uma audiência. Theresa May e Jeremy Corbyn (na foto) foram posteriormente entrevistados por um jornalista.

 

Quando questionada por um espectador sobre se o rótulo de "mulher difícil" (ideia que teve origem num seu correligionário) podia prejudicar os conservadores, a primeira-ministra britânica disse que será uma líder difícil se isso implicar um bom acordo com a União Europeia sobre o Brexit (como ficou conhecida a saída britânica do bloco europeu) ou em outras questões nacionais.

 

May justificou a decisão de convocar eleições legislativas antecipadas no Reino Unido porque "o resto dos partidos queria minar o governo" e assegurou que, apesar de ter defendido a permanência na UE, vai trabalhar para que o Brexit seja um sucesso. Apesar desta intenção, a política conservadora reiterou que prefere deixar as negociações do Brexit "sem acordo" do que aceitar "um mau acordo".

 

Por seu lado, o líder trabalhista quando questionado sobre a sua capacidade de liderar o governo do Reino Unido afirmou que será um primeiro-ministro que "vai escutar as pessoas". "Nunca se deve ser arrogante e poderoso ao ponto de deixar de ouvir as outras pessoas e de aprender com elas", disse Jeremy Corbyn.

 

Sobre o Brexit, Corbyn explicou que aceita "o resultado do referendo" de 23 de junho de 2016, no qual 52% dos britânicos votaram para sair da UE, mas indicou que, se chegar ao governo, vai negociar com Bruxelas "o acesso ao comércio sem tarifas nos mercados europeus".

 

Corbyn recusou-se a determinar um valor limite para a imigração - diferente de May, que pretende reduzir esse valor para um número inferior a 100.000 pessoas - e insistiu que a imigração é boa para a economia britânica.

 

As últimas sondagens dão aos 'tories' (nome por que são conhecidos os conservadores) uma vantagem de cinco a 11 pontos percentuais, números menos expressivos do que os 25 pontos percentuais que detinha Theresa May quando convocou as eleições antecipadas, a 18 de Abril deste ano.


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