Justiça Embaixador do Iraque e família de jovem agredido chegam a acordo

Embaixador do Iraque e família de jovem agredido chegam a acordo

O valor estabelecido em acordo extrajudicial, e que deverá ser pago à família de Rúben Cavaco, não foi tornado público.
Embaixador do Iraque e família de jovem agredido chegam a acordo
Lusa 13 de Janeiro de 2017 às 19:13
A família do jovem agredido em Ponte de Sor e o embaixador do Iraque em Lisboa chegaram esta sexta-feira. 13 de Janeiro, a um acordo extrajudicial relativamente ao caso que envolveu os filhos gémeos do diplomata iraquiano, disse à agência Lusa o advogado da vítima.

Segundo Santana Maia Leonardo, o acordo extrajudicial foi celebrado hoje e com este desfecho o "caso fica encerrado" para a família do jovem Rúben Cavaco.

"A vítima considera-se reparada do ponto de vista indemnizatório e moral", acrescentou o advogado, sem, contudo, revelar o valor pago ao abrigo deste acordo extrajudicial assinado por ambas as partes.

A família de Rúben Cavaco compromete-se a não tomar qualquer iniciativa processual contra os filhos do embaixador do Iraque.

Apesar de não revelar a verba financeira envolvida no acordo, Santana Maia Leonardo sublinhou que se trata de um "valor justo", tendo em conta que Rúben Cavaco vai recuperar a 100% e não ficará com "sequelas físicas" da agressão perpetrada pelos filhos do embaixador iraquiano.

O advogado da família do jovem de Ponte de Sor (distrito de Portalegre) congratulou-se com este desfecho, tendo em consideração que a agressão acabou por não ter um fim "trágico" e que foi possível obter o entendimento entre "pessoas inteligentes".

A propósito da agressão ao jovem de Ponte de Sor, Santana Maia Leonardo esclareceu que a família de Rúben Cavaco não chegou a apresentar queixa, tendo a acção sido avançada pelo Ministério Público porque se trata de um crime público que não depende de queixa particular.

A agressão aconteceu a 17 de Agosto de 2016, quando Rúben Cavaco foi espancado em Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, pelos filhos do embaixador do Iraque em Portugal, gémeos de 17 anos.

O jovem sofreu múltiplas fracturas, tendo sido transferido no mesmo dia do centro de saúde local para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e chegou mesmo a estar em coma induzido. Acabou por ter alta hospitalar no início de Setembro.

Os dois filhos do embaixador têm imunidade diplomática, ao abrigo da Convenção de Viena, e o Governo português pediu ao Iraque, por duas vezes, o levantamento desta imunidade, para que os jovens pudessem ser ouvidos em interrogatório e na qualidade de arguidos sobre o caso das agressões.

Em ambas as vezes, as autoridades iraquianas "suscitaram questões jurídicas".

Na última resposta enviada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), divulgada a 06 de janeiro deste ano, as autoridades iraquianas pediram mais informações acerca da "factualidade e sobre as condições de interrogatório de outras testemunhas".

Nesse dia, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse que o Governo português tinha dado por terminadas as comunicações com as autoridades do Iraque sobre o caso e que o executivo iria tomar uma decisão até ao final desta semana.

Ainda nesse dia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou ter recebido um pedido do MNE para que facultasse elementos adicionais que permitissem ao Governo iraquiano deliberar sobre a agressão ao jovem.

Segundo a PGR, a documentação recebida na ocasião seria remetida ao inquérito, para que, nesse âmbito (da investigação), fosse objeto de apreciação pelo Ministério Público.



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comentários mais recentes
HÁ UMA COISA QUE NÃO TEM PREÇO : A DIGNIDADE Há 1 semana

E assim se trafica a própria dignidade ...
Simplesmente deplorável da parte do agredido.
Ele e a família demonstram uma total falta de carácter.
No fundo, a lógica é esta : podes-me bater e até pontapear, desde que, depois, me dês dinheiro.
VERGONHA !

Cardosao Há 1 semana

Levou nas trombas e para se limpar em vez de uma toalha ´levou umas notas.Não passa de um oportunista e se tivesse levado com mais algumas nas trombas tinha ganho mais umas coroas.Afinal a montanha pariu um rato,a jogada era o carcanhol.Não passa de um triste.

A família não quer justiça Há 1 semana

Quer dinheiro

Anónimo Há 1 semana

Espero é que todos tenham aprendido uma boa lição. Mas espero tmb que os rapazinhos acalmem o ímpeto agressor e fiquem lá pelo Iraque e que a longo prazo não apareçam sequelas para o nosso jovem. Que sirva de lição para os jovens que têm a mania de se armarem em valentes.

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