Américas Embaixador dos EUA: “Perspectiva da Sala Oval é mais difícil do que em campanha”

Embaixador dos EUA: “Perspectiva da Sala Oval é mais difícil do que em campanha”

Robert Sherman pediu uma mente aberta em relação à presidência Trump e garantiu que a relação dos EUA com a Europa e com Portugal continuará forte.
Embaixador dos EUA: “Perspectiva da Sala Oval é mais difícil do que em campanha”
Nuno Aguiar 10 de Novembro de 2016 às 17:25

O embaixador dos Estados Unidos em Portugal procurou desdramatizar a eleição de Donald Trump. Robert Sherman avisou que não devemos dar demasiada importância ao que foi sendo dito durante a campanha eleitoral e ter mente aberta sobre uma Presidência Trump.

 

"A retórica pode não ser a mesma quando se senta atrás da secretária na Sala Oval. É uma perspectiva muito mais difícil face à campanha eleitoral", afirmou numa sessão de esclarecimento com os jornalistas. "Todos os presidentes de que me lembro reconhecem, depois de tomar posse, que as decisões são diferentes e mais difíceis daquilo que pensavam. A não ser que [Donald Trump] seja diferente de todos os países da História moderna, ele terá uma perspectiva diferente."

 

Além disso, o embaixador lembrou o discurso de concessão de Hillary Clinton. "Uma coisa que devemos a Donald Trump é termos uma mente aberto sobre ele. O facto de termos uma democracia implica que a vontade do povo seja sempre respeitada", acrescentou, lembrando que "as eleições têm consequências" e que quem é eleito "tem o direito de implementar a sua visão do país".

 

Sobre a relação dos Estados Unidos com a Europa, Robert Sherman disse que, embora não se saiba como é que Trump irá governar, espera que "haja uma relação forte entre este novo Presidente e a Europa". O mesmo para Portugal, com o qual os EUA têm "uma história de relações fortes desde que Portugal o segundo país a reconhecer-nos [como país]". "A relação entre Portugal e os EUA vai ficar ainda mais forte."

 

Para já, o embaixador viu sinais encorajadores na declaração de vitória do republicano. "Foi um discurso que, se fechasse os olhos, poderia estar a ouvir o Presidente Obama, Bush, Clinton ou Reagan a dar. Foi o tipo de discurso que um novo Presidente deve dar", afirmou. 




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