Emprego Emprego em Portugal com o quarto maior aumento na Zona Euro

Emprego em Portugal com o quarto maior aumento na Zona Euro

O emprego na União Europeia atingiu o nível mais elevado de sempre.
Emprego em Portugal com o quarto maior aumento na Zona Euro
Paulo Duarte
Nuno Carregueiro 13 de dezembro de 2017 às 10:35

O número de empregos em Portugal aumentou 3,1% no terceiro trimestre face ao mesmo período do ano passado, o que representa a quarta taxa de crescimento mais elevada entre os países da Zona Euro com dados disponíveis.

De acordo com o relatório do Eurostat, a taxa de crescimento em Portugal quase duplica o registado na Zona Euro (1,7%) e na União Europeia (1,8%).

Com taxas de crescimento superiores às de Portugal apenas surgem Malta (4,9%), Chipre (3,5%) e o Luxemburgo (3,2%). Apesar do bom desempenho do mercado de trabalho em Portugal, a taxa de crescimento abrandou no terceiro trimestre. No segundo trimestre o emprego em Portugal cresceu 3,6%, acima das taxas registadas no primeiro trimestre (3,3%) e nos últimos três meses do ano passado (2,3%).

Na comparação em cadeia (terceiro trimestre contra o segundo deste ano), o emprego aumentou 0,6%, o que também compara favoravelmente com o registado na Zona Euro (0,4%) e na União Europeia (0,3%), mas também mostra um abrandamento (o crescimento em cadeia no segundo trimestre foi de 0,7%).

Os dados do Eurostat mostram que no terceiro trimestre existiam 236,3 milhões de pessoas empregadas na União Europeia, com 156,3 milhões na Zona Euro, o que de acordo com o instituto de estatística representa o nível mais elevado de sempre. Em Portugal a população empregada é de 4,84 milhões de pessoas, um aumento de 144 mil face ao mesmo período do ano passado.




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mais votado Anónimo 13.12.2017

O problema não é o novo trabalho com real procura, que a economia portuguesa na actual conjuntura económica mundial muito favorável precisamente graças a um conjunto de reformas e transformações orientadas pelo e para o mercado e beneficiando ainda dos efeitos da muito benéfica vaga reformista da troika, está a alocar. O problema foi, é e será sempre todo o trabalho excedentário vitalício e garantido, sem real procura de mercado, caro, ineficiente e desnecessário, que tem de ser subsidiado pelo Estado, pela economia e pela sociedade no seu todo e suportado através de muito onerosas e nefastas políticas despesistas keynesianas e sindicalismo marxista, com lesivos custos de oportunidade que podem não ser perceptíveis no imediato mas que o virão a ser seguramente num futuro não muito distante. Tal como o foram em Puerto Rico, Detroit, Vallejo, Venezuela, Grécia e Portugal em anos idos.

comentários mais recentes
Anónimo 13.12.2017

Os salários ou o custo do trabalho em Portugal são mais reduzidos do que noutras economias mais ricas e desenvolvidas do que a portuguesa, mas o que se passa é que aí as empresas gozam de economias de escala que as empresas portuguesas só atingiriam se se internacionalizassem. E o que é facto é que muito raramente isso acontece porque sindicatos e esquerda não deixam que se reúnam as condições para que tal aconteça. Por outro lado, e não menos importante, há que salientar que o sector empresarial dessas economias mais ricas e desenvolvidas tem uma muito maior alocação de capital com grande incorporação de tecnologia de ponta, económica e eficiente, que poupa enormemente em factor trabalho. Uma coisa é ter 200 assalariados a ganhar 1000 outra é ter 50 a ganhar 2000 para produzir o dobro do que se consegue produzir empregando os primeiros.

Anónimo 13.12.2017

Os colaboradores cujo posto de trabalho já não se justifica, quer seja na banca, na administração pública ou noutro sector qualquer, já foram remunerados acima do seu preço de mercado durante muito tempo, e por isso o Estado, a economia e a sociedade nada lhes deve. Antes pelo contrário, os colaboradores nessa situação são devedores de uma dívida colossal ao Estado, à economia e à sociedade, que se avoluma a cada dia que passa sem que sejam despedidos.

Anónimo 13.12.2017

O problema não é o novo trabalho com real procura, que a economia portuguesa na actual conjuntura económica mundial muito favorável precisamente graças a um conjunto de reformas e transformações orientadas pelo e para o mercado e beneficiando ainda dos efeitos da muito benéfica vaga reformista da troika, está a alocar. O problema foi, é e será sempre todo o trabalho excedentário vitalício e garantido, sem real procura de mercado, caro, ineficiente e desnecessário, que tem de ser subsidiado pelo Estado, pela economia e pela sociedade no seu todo e suportado através de muito onerosas e nefastas políticas despesistas keynesianas e sindicalismo marxista, com lesivos custos de oportunidade que podem não ser perceptíveis no imediato mas que o virão a ser seguramente num futuro não muito distante. Tal como o foram em Puerto Rico, Detroit, Vallejo, Venezuela, Grécia e Portugal em anos idos.

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