Conjuntura Empresários portugueses terminaram 2017 menos optimistas

Empresários portugueses terminaram 2017 menos optimistas

A confiança das famílias estabilizou em Dezembro e os empresários ficaram menos optimistas, revelam os indicadores de confiança do INE.
Empresários portugueses terminaram 2017 menos optimistas
Nuno Carregueiro 03 de janeiro de 2018 às 11:45

Os níveis de confiança dos agentes económicos em Portugal travaram, em Dezembro, a tendência positiva registada nos meses anteriores, de acordo com os Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores do Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

Segundo a mesma fonte, o indicador de confiança dos consumidores estabilizou em Dezembro, após ter aumentado nos dois meses anteriores. O INE salienta que apesar desta estabilização, a confiança das famílias continua num "valor próximo do máximo da série atingido em Julho deste ano", o que reflecte a evolução positiva registada nos rendimentos das famílias e na economia portuguesa. O índice situava-se em Dezembro nos 2,3 pontos, a apenas duas décimas do máximo de 2,5 pontos registado em Julho.

 

Segundo o INE, esta estabilização "reflectiu o contributo positivo das expectativas relativas à evolução do desemprego e da poupança, que compensou o contributo negativo das perspectivas relativas à evolução da situação económica do país, verificando-se um contributo nulo das perspectivas sobre a evolução da situação financeira do agregado familiar".

 

No caso dos empresários os índices de confiança degradaram-se em Dezembro, uma evolução à qual não será alheio o aumento da tributação e outros encargos que está inscrito no Orçamento do Estado para este ano.

 

O indicador de clima económico, que mede a confiança dos empresários, diminuiu em Dezembro depois de ter estabilizado nos três meses anteriores. O índice desceu para 1,9 pontos em Dezembro, ainda assim não muito longe do máximo registado em Julho nos 2,2 pontos.

 

O INE dá conta de que os indicadores de confiança aumentaram na Indústria Transformadora (retomando o perfil ascendente iniciado em Junho de 2016) e no Comércio (pelo segundo mês consecutivo).

 

Em sentido inverso, a confiança diminuiu pelo terceiro mês na construção e obras públicas (após ter atingindo em Setembro o valor máximo desde Julho de 2002), e recuou nos serviços depois de ter aumentado em Novembro.




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