Economia Empresas no interior deverão ter dedução à colecta do IRC de até 20% dos salários

Empresas no interior deverão ter dedução à colecta do IRC de até 20% dos salários

Vinte em cada 100 euros de salários poderão ser abatidos ao IRC das empresas que já estejam instaladas no interior ou que o venham a fazer no futuro anunciou o ministro Adjunto no final do Conselho de Ministros Extraordinário. Medida ainda está a ser negociada com Bruxelas.
Empresas no interior deverão ter dedução à colecta do IRC de até 20% dos salários
Lusa 14 de julho de 2018 às 16:43
O Governo quer que as empresas fixadas no interior passem a deduzir à coleta do IRC de até 20% dos salários, afirmou hoje o ministro Adjunto, referindo que a medida carece ainda de discussão final com a Comissão Europeia.

O Governo pretende que, ao nível do IRC (Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas), se possa aceitar "a dedução à coleta do IRC de até 20% dos custos salariais" das empresas instaladas no interior, quer aquelas que já estão a laborar nesses locais quer aquelas que se venham a instalar, afirmou hoje o ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira.

A medida está prevista no Programa de Valorização do Interior, aprovado hoje em Conselho de Ministros Extraordinário, que decorreu na Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra.

As empresas "vão poder deduzir integralmente à coleta do IRC até 20% dos montantes que pagam em salários", o que "poderá levar, na grande maioria dos casos, a uma coleta zero de IRC", sublinhou Siza Vieira.

Redução nas taxas das portagens

Também nas medidas do Programa de Valorização do Interior, está previsto um regime complementar de redução de taxas de portagem para os veículos afetos ao transporte de mercadorias em estradas do anterior, com um acréscimo de desconto para as empresas situadas nesses territórios.

Questionado pelos jornalistas sobre qual a redução que vai ser efetuada, Pedro Siza Vieira afirmou que será o ministro do Planeamento e Infraestruturas a dar essas informações, na segunda-feira.

De acordo com o ministro, a redução contempla veículos de transportes de mercadorias da classe 1 até à classe 4.

Segundo Pedro Siza Vieira, estas medidas permitirão reduzir os custos de contexto das empresas situadas no interior, através de uma discriminação positiva quer a nível fiscal quer a nível dos custos de transporte.





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