Ambiente Empresas queixam-se de não receber compensação pela subida do salário mínimo

Empresas queixam-se de não receber compensação pela subida do salário mínimo

O DN escreve hoje que as empresas de prestação de serviços ao Estado estão a queixar-se de não estarem a receber as compensações que lhes são devidas por terem acordado uma subida do salário mínimo.
Empresas queixam-se de não receber compensação pela subida do salário mínimo
Miguel Baltazar
Negócios 21 de novembro de 2017 às 09:28
O salário mínimo aumentou para 557 euros e, para aliviar as empresas que têm contratos plurianuais com o Estado, foi-lhes proposta uma compensação pelo sector público. Porém, segundo muitas das empresas desse sector, aqueles montantes não lhes estão a chegar.

Como se tratam de empresas onde grande parte dos trabalhadores recebe o salário mínimo - determinante para fixar o preço do serviço - e como os contratos com o Estado foram assinados antes de ser conhecido o aumento do SMN, foi acordado em concertação social compensar esses grupos.

Contudo, o Diário de Notícias avança que no sector das limpezas, com cerca de duas dezenas de empresas com contratos com o Estado, 71% não recebeu essa compensação. E mesmo aquelas companhias que viram os contratos actualizados queixam-se que foi por um "valor irrisório", sublinhou António Vasconcelos, responsável pela associação que representa o sector.

Fonte oficial do Ministério das Finanças diz ao DN que essa actualização de contratos "é um processo em actualização constante".



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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Os salários ou o custo do trabalho em Portugal são mais reduzidos do que noutras economias mais ricas e desenvolvidas do que a portuguesa, mas o que se passa é que aí as empresas gozam de economias de escala que as empresas portuguesas só atingiriam se se internacionalizassem. E o que é facto é que muito raramente isso acontece porque sindicatos e esquerda não deixam que se reúnam as condições para que tal aconteça. Por outro lado, e não menos importante, há que salientar que o sector empresarial dessas economias mais ricas e desenvolvidas tem uma muito maior alocação de capital com grande incorporação de tecnologia de ponta, económica e eficiente, que poupa enormemente em factor trabalho. Uma coisa é ter 200 assalariados a ganhar 1000 outra é ter 50 a ganhar 2000 para produzir o dobro do que se consegue produzir empregando os primeiros.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

As empresas que se queixam de não poder pagar O.M. são parasitas, devem ser extintas,
são imcompetentes, assim como quêm as apoia.

Anónimo Há 3 semanas

Os salários ou o custo do trabalho em Portugal são mais reduzidos do que noutras economias mais ricas e desenvolvidas do que a portuguesa, mas o que se passa é que aí as empresas gozam de economias de escala que as empresas portuguesas só atingiriam se se internacionalizassem. E o que é facto é que muito raramente isso acontece porque sindicatos e esquerda não deixam que se reúnam as condições para que tal aconteça. Por outro lado, e não menos importante, há que salientar que o sector empresarial dessas economias mais ricas e desenvolvidas tem uma muito maior alocação de capital com grande incorporação de tecnologia de ponta, económica e eficiente, que poupa enormemente em factor trabalho. Uma coisa é ter 200 assalariados a ganhar 1000 outra é ter 50 a ganhar 2000 para produzir o dobro do que se consegue produzir empregando os primeiros.

Anónimo Há 3 semanas

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

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