Economia EPAL diz estar a monitorizar impacto da água de Castelo de Bode

EPAL diz estar a monitorizar impacto da água de Castelo de Bode

A EPAL está a monitorizar o impacto dos incêndios na qualidade da água de Castelo de Bode, isto depois da preocupação demonstrada acerca da qualidade da água na sequência dos incêndios que afectaram a região centro.
EPAL diz estar a monitorizar impacto da água de Castelo de Bode
Correio da Manhã
Lusa 23 de agosto de 2017 às 19:49
A empresa EPAL afirmou hoje que está a monitorizar o impacto dos incêndios na qualidade da água de Castelo de Bode, referindo que "até à data não se registaram quaisquer impactos no âmbito do programa de monitorização".

Em comunicado, a EPAL - Empresa Portuguesa das Águas Livres dá conta de que o programa monitoriza "a qualidade da água bruta nesta albufeira", no distrito de Santarém, e assegura "estar preparada para garantir, em permanência, os elevados padrões de qualidade" da água.

"A EPAL tem um programa de controlo de qualidade da água junto às captações de água bruta destinada à produção de água para consumo humano na albufeira de Castelo de Bode, estando previsto o seu ajustamento no início da época das chuvas, no sentido de monitorizar e avaliar, atempadamente, eventuais impactos", pode ler-se no comunicado.

Caso seja necessário, a empresa "está preparada para accionar os devidos meios, no sentido de ajustar o tratamento da água nas suas instalações, para garantir, em permanência, os elevados padrões de qualidade da água por si fornecida".

O impacto dos incêndios na qualidade da água da albufeira de Castelo de Bode, que abastece cerca de dois milhões de portugueses, está a preocupar a presidente da Câmara de Abrantes, que na terça-feira apontou a "necessidade uma reunião de trabalho" sobre o assunto.

"À volta da albufeira há uma grande mancha de área ardida, não só no concelho de Abrantes, mas também em Vila de Rei, Tomar, Sertã e Ferreira do Zêzere", disse aos jornalistas Maria do Céu Albuquerque, no final da reunião de executivo, afirmando ser necessário "marcar com carácter de urgência uma reunião com todos aqueles que têm captações de água na albufeira" para encontrar uma resposta que minimize os impactos negativos.

No seu entender, é necessário "trabalhar rapidamente no sentido de consolidar as áreas ardidas, evitando fenómenos de erosão e de deposição de cinzas que tendem a acontecer, incluindo no período de inverno, com consequências ainda mais graves".

"Todos estes concelhos são abastecidos a partir da albufeira de Castelo de Bode e também não nos podemos esquecer que a própria área metropolitana é abastecida através da EPAL aqui no Castelo de Bode. Portanto, impõe-se que se estude que impacto é que estes incêndios - e os fenómenos de erosão e de deposição de cinzas que irão acontecer - poderão ter na qualidade da água", defendeu.



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