IRS Escalões de IRS actualizados em 0,8%
IRS

Escalões de IRS actualizados em 0,8%

O Governo volta a actualizar os escalões de IRS com base na estimativa de inflação prevista para o ano anterior à entrada em vigor.
Escalões de IRS actualizados em 0,8%
Bloomberg

Os escalões de IRS para 2017, que servem para calcular o apuramento final do imposto, vão ser actualizados em 0,8%, a taxa de inflação prevista para este ano, de acordo com a proposta do Orçamento do Estado a que o Negócios teve acesso.

 

O valor de referência para actualizar os escalões foi a previsão de inflação para este ano, já que em 2017 os preços devem registar um aumento superior a 1%. Assim, o Governo de António Costa volta a utilizar a inflação do ano anterior para actualizar os escalões que vão entrar em vigor no ano seguinte.

 

No Orçamento do Estado para este ano, apresentado em Fevereiro, os escalões foram actualizados em 0,5%, que foi a inflação registada em 2015. A actualização efectuada em 2016 foi a primeira desde 2012.

 

A actualização à inflação era uma prática corrente até 2012, mas a assinatura do programa de assistência financeira com a troika pôs-lhes um ponto final. 

 

Agora, António Costa retoma a prática, mas só em parte: em vez de actualizar os escalões à taxa de inflação prevista para 2017 (1,2%), fá-lo pela inflação esperada para 2016 (0,8%), um valor mais baixo.

 

Deste modo, garante-se uma reposição parcial do poder de compra por via do IRS.
 

A nova tabela:
Rendimento colectávelTaxa normalTaxa média
Até 7.091 14,5% 14,500%
De mais de 7.091 até 20.261 28,5% 23,600%
De mais de 20.261 até 40.522 37% 30,300%
De mais de 40.522 até 80.640 45% 37,613%
Superior a 80.640 48% -

COMO SE APURA O IRS FINAL

Para calcular o seu IRS, precisa de saber qual é o seu rendimento colectável, porque as tabelas finais não incidem sobre o rendimento bruto, mas sobre o rendimento colectável (ao contrário do que acontece com as tabelas de retenção mensal).

 

Passo 1. Calcular o rendimento colectável


O primeiro passo é, então, calcular o rendimento colectável.

 

O rendimento colectável é o rendimento bruto deduzido das deduções específicas. Estas deduções são abatimentos automáticos e variam consoante o tipo de rendimento (se for trabalho dependente e pensões, ela é uma; se forem rendimentos prediais, ela é outra).

 

Para simplificar, pensemos num trabalhador dependente: a dedução especifica é de 4.104 euros ou os descontos para a Segurança Social, consoante o valor que for mais alto.

 

Portanto, um casal pega no salário anual de cada um e subtrai-lhe 4.104 euros (em cada caso) ou os descontos para a Segurança Social, se o valor tiver sido mais alto do que estes 4.104 euros.

 

É a este resultado que se chama o rendimento colectável, e é com ele que se vai à tabela de IRS.

 

Passo 2. Calcular a taxa de IRS

Antes de ir à tabela, é preciso somar o rendimento colectável de cada um dos membros do casal e dividi-lo por dois. É a esta média que se chama o quociente familiar.

 

E é com esse valor que se vai então à tabela, que é uma tabela de taxas marginais, pelo que é preciso dividir o rendimento por segmentos.

 

Assim, quando o valor do rendimento colectável, quando superior a €7.091, ele é dividido em duas partes: uma igual ao limite maior dos escalões que nele couber, à qual se aplica a taxa da coluna B correspondente a esse escalão; outra igual ao excedente, a que se aplica a taxa da coluna A, respeitante ao escalão imediatamente superior.

Por exemplo, para uma família com um rendimento colectável de 60 mil euros, que está no 4ª escalão, a tabela aplica-se da seguinte forma: 40.000 x 30,30% + 20.000 x 45% = 21.120 euros.

 

O resultado desta conta corresponde à colecta. No caso de um casal, esta colecta é multiplicada por dois (porque anteriormente o rendimento colectável foi dividido por dois). 

 

Passo 3: Subtrair as deduções à colecta 

A colecta é, em teoria, o valor de IRS a pagar. Mas a ele subtraem-se as chamadas deduções à colecta – por filho, pelas despesas gerais famílias, pela saúde, etc.




A sua opinião9
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 3 semanas



PS . BE . PCP são uns PHILHOS DE PHU TA que xupam o sangue ao POVO...

para dar mais dinheiro e privilégios aos FP & CGA.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Tenham cuidado com esta medida , aqui está uma ratoeira.

jonyk Há 3 semanas

Já tu és burro que nem uma porta pois não sabes distinguir atualizações dos escalões de IRS com aumentos.

M@Z Há 3 semanas

IRS aumentou 0,5% em 2016, em 2017 aumenta 0.8%...ok assim já pode acabar com a sobretaxa de IRS fica ela por ela Lol

Este Costa sabe-a toda :-D

Anónimo Há 3 semanas

PS ROUBA OS TRABALHADORES DO PRIVADO

FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

UM EXEMPLO DE INJUSTIÇA QUE É URGENTE CORRIGIR

Um técnico superior reformado em 2005 pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) levou uma pensão de 2.026 euros consigo. Se se tivesse aposentado na mesma altura, com o mesmo salário, pelas regras da Segurança Social, teria levado para casa 1.512 euros.

Ora bem 500€ x 10 anos x 12 meses = 60.000€ a mais, que esse gajo já embolsou desde 2005, à custa de quem trabalha.
Rica mama.
Deve ser obrigado a devolver tudo.

Enganei-me nas contas, são 14 meses por ano, ainda lhe estava a perdoar 10.000€ (sortudo).
Afinal tem que devolver 70.000€.

Receber 70.000€ a mais, em 10 anos?
Isso dá para comprar um carro de 30.000€, de 4 em 4 anos.
Este é mesmo o país das maravilhas... para alguns.

ver mais comentários
pub