União Europeia Espanha admite rever em baixa previsão para o PIB por causa da Catalunha

Espanha admite rever em baixa previsão para o PIB por causa da Catalunha

Se se mantiver a situação de impasse em torno da situação do território espanhol, Madrid pondera reduzir as previsões de crescimento da economia no ano que vem.
Espanha admite rever em baixa previsão para o PIB por causa da Catalunha
Paulo Zacarias Gomes 13 de outubro de 2017 às 13:39
O governo de Madrid avisa que a situação de impasse em torno da independência da Catalunha pode ter impacto na evolução da economia espanhola.

Segundo Soraya Sáenz de Santamaría, vice-presidente do governo, se não se prolongar a situação daquela região autónoma (que esta semana suspendeu os efeitos de uma declaração de independência à espera de diálogo com o governo central), o executivo terá de reduzir a previsão de crescimento para 2018, actualmente estimada em 2,6%.

"Os acontecimentos que estamos a viver na Catalunha tornam-nos mais prudentes. (...) De facto, se não houver uma solução rápida para este assunto, seremos forçados a reduzir as perspectivas para o crescimento económico em 2018," afirmou numa conferência de imprensa esta sexta-feira, 13 de Outubro.

Citada pela Reuters e pela EFE, a governante apontou ainda que a tensão institucional em torno da região já teve impacto no sector turístico, um dos mais importantes para a Catalunha, levando as reservas dos hotéis a cair entre 20% e 30%.

Esta sexta-feira, o Fundo Monetário Internacional também mostrou preocupação com a situação na região, pedindo um fim breve para a "incerteza política" e recordando o impacto negativo que a situação pode ter nas finanças da Catalunha.

"A incerteza nunca foi propícia para a estabilidade financeira, o crescimento e o investimento," afirmou, citada pela Lusa.

O governo espanhol deu até à próxima segunda-feira a Carles Puigdemont, o presidente da Generalitat (o governo regional catalão) para dizer se declarou a independência e recolocar a acção do governo em linha com os preceitos constitucionais.

Um ultimato que chegou depois de Puigdemont ter suspendido os efeitos de uma possível independência para que pudesse haver diálogo com Madrid. 



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