Política Monetária Espanha e Irlanda disputam lugar de Constâncio no BCE

Espanha e Irlanda disputam lugar de Constâncio no BCE

O ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos e o governador do Banco da Irlanda, Philip Lane, são os únicos candidatos à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), cargo atualmente ocupado por Vítor Constâncio.
Espanha e Irlanda disputam lugar de Constâncio no BCE
Lusa
Lusa 07 de fevereiro de 2018 às 20:40

O assunto será debatido na reunião de 19 de Fevereiro do Eurogrupo, afirmou em comunicado o presidente deste órgão informal, o ministro das Finanças português, Mário Centeno.

 

"Recebi dois nomes: a Irlanda propôs o governador do seu banco central, Philip Lane, e Espanha o seu ministro da Economia e Competitividade, Luis de Guindos. São dois excelentes candidatos", afirmou Centeno no comunicado, depois de ter terminado hoje o prazo para apresentação de candidaturas, um processo iniciado a 22 de Janeiro.

 

Centeno indicou que as candidaturas serão analisadas na reunião do Eurogrupo no próximo dia 19 e referiu que o processo de selecção será conduzido "de forma aberta e transparente".

 

No dia seguinte, haverá uma votação no Conselho do Ecofin e, por maioria qualificada dos membros da zona euro (14 em 19), será feita uma recomendação formal ao Conselho Europeu.

 

Após consulta ao BCE e ao Parlamento Europeu, o Conselho Europeu (chefes de Estado e de Governo da União Europeia) toma a decisão final a 22 de Março, de acordo com o comunicado.

 

O lugar ocupado por Vítor Constâncio no BCE fica vago a partir do próximo dia 31 de maio.

 

O primeiro-ministro português, António Costa, reiterou terça-feira o apoio a uma candidatura do espanhol Luis de Guindos ao cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), no decorrer de uma reunião em Madrid com o homólogo espanhol.

 

O chefe do Governo português recordou que "é normal" os dois países ajudarem-se mutuamente neste tipo de candidaturas a lugares internacionais, dando como exemplo os casos de apoio de Madrid ao ministro das Finanças português, Mário Centeno, na presidência do Eurogrupo, do ex-primeiro-ministro António Guterres a secretário-geral das Nações Unidas e "provavelmente" a candidatura de António Vitorino como director-geral da Organização Internacional das Migrações.

 




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Ciifrão Há 2 semanas

A presidência do Eurogrupo é uma vaidade do Centeno, para o país representa zero de vantagens.

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