Zona Euro Espanha envia plano orçamental a Bruxelas à espera de Governo

Espanha envia plano orçamental a Bruxelas à espera de Governo

A imprensa espanhola diz que o próximo Governo que tomar posse terá de arranjar medidas no valor de cinco mil milhões de euros para conseguir garantir um défice de 3,1% do PIB em 2017.
Espanha envia plano orçamental a Bruxelas à espera de Governo
Reuters
Sara Antunes 15 de Outubro de 2016 às 12:47

O Governo de Espanha em funções, liderado por Mariano Rajoy, vai enviar este sábado, 15 de Outubro, o plano orçamental para 2017 a Bruxelas, a data-limite estipulada pela Comissão Europeia para o envio dos projectos orçamentais. O documento tem previsões de crescimento e de défice, com os números do saldo orçamental a estarem acima do acordado com a União Europeia, uma vez que é preciso implementar medidas orçamentais, mas Espanha está ainda num impasse político.

 

O Expansión noticia que o plano orçamental que será enviado este sábado a Bruxelas antecipa um défice de 4,6% este ano, o que está em linha com o acordado com a União Europeia. Contudo, a previsão para 2017 coloca o défice nos 3,6%, o que está acima dos 3,1% acordados com Bruxelas.

 

A justificar este diferencial está o facto de o Governo não ter actualmente poderes para implementar medidas que visem alterações de política fiscal ou económica, uma vez que é um Executivo de gestão. A estimativa de crescimento foi mantida em 2,3% do produto interno bruto (PIB).

 

Ou seja, o plano que será remetido para Bruxelas tem por base os pressupostos de 2016, não contendo novas medidas que estimulem o crescimento ou que ajudem a aumentar a receita.

 

Assim, realça a publicação espanhola, o Governo que tomar posse terá de adoptar medidas avaliadas em 5.000 milhões de euros, de forma a que o défice orçamental seja reduzido para 3,1%, tal como foi acordado com Bruxelas.

 

Espanha vive um impasse político, depois de em Dezembro e em Junho terem sido realizadas eleições que não deram maioria absoluta a nenhum dos partidos políticos. O PP de Mariano Rajoy tentou acordos, mas sem sucesso.

 

Este impasse já deu origem à demissão de Pedro Sánchez como líder do PSOE, depois de ter sido fortemente criticado internamente por não ter conseguido angariar apoios que o levassem a formar um governo, nem ter permitido que o PP o conseguisse fazer.

Ainda é incerto o futuro do país. Se o PSOE se abstiver numa eventual nova ida de Rajoy ao Parlamento para uma sessão de investidura, o PP conseguirá formar Governo, apoiado pelo Cidadãos. Caso vote contra, os espanhóis serão chamados a votar, pela terceira vez no espaço de um ano. E o resultado eleitoral poderá ser semelhante ao até aqui registado, como mostram as sondagens. 




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

O portugues fica para ultimo por duas razoes:primeiro tentativa de esquecimento por falta de tempo,segundo num abrir e fachar de olhos ve-se o que la esta escrito,para alem da tradicao.

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