Espanha tem terrenos com licença de construção para quatro milhões de habitações
17 Abril 2012, 13:15 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt
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O país vizinho tem terrenos com licenças de construção que dão para erguer mais de quatro milhões de casas. O número de casas construídas inabitadas é de dois milhões, o que chega para a procura de habitações nos próximos dois anos.
Em Espanha, existem dois milhões de habitações que estão por vender e a procura anual de casas é entre 200 mil e 250 mil habitações, segundo divulgou a consultora imobiliária R. R. Acuna & Asociados. A esta oferta de habitações junta-se a de terrenos destinados à construção e que não serão desenvolvidos devido à abundância de casas por vender.

“Os terrenos continuam a ser a maior ameaça para os bancos credores espanhóis”, disse o sócio da consultora Acuna & Asociados, Fernando Rodriguez de Acuna Martinez. “Uma parte importante [da terra] não será desenvolvida na próxima década, o que significa que o preço dessa terra, hoje, é apenas simbólico ou nulo”, acrescentou.

Os bancos comerciais acumularam 298,3 mil milhões de euros em empréstimos construtores e de participações em activos imobiliários, depois da bolha imobiliária que durou 10 anos e que terminou em 2008, segundo os dados do Banco de Espanha citados pela Bloomberg.

Entre 1997 e 2006 foi construída uma média anual de 675 mil habitações em Espanha. Uma quantidade que supera as casas construídas em França, Alemanha e Reino Unido, segundo dados do banco regional Cajamar. Muitos construtores enfrentam agora o risco de falência. Apelidados “construtores zombie”, estas empresas representam perdas potenciais de 92 mil milhões de euros, segundo a “caja” espanhola.

O preço médio dos terrenos urbanos caiu 36% para 182,5 por metro quadrado desde o seu pico em 2007, diz a agência noticiosa que cita os dados do ministério das Infra-estruturas.

“Não existe necessidade alguma de usar as terras destinadas ao desenvolvimento para construir ainda mais casas porque o actual excesso de oferta não será absorvido nos próximos sete ano nas áreas metropolitanas e nos próximos 13 nas áreas costeiras”, disse o sócio da Acuna & Asociados, Acuna Martinez.
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