Política Esquerda melhor nas intenções de voto após autárquicas

Esquerda melhor nas intenções de voto após autárquicas

Os partidos que suportam o Governo estão a subir nas intenções de voto, apesar de nem todos os líderes verem a sua popularidade a subir.
Esquerda melhor nas intenções de voto após autárquicas
Vítor Mota/Correio da Manhã
Marta Moitinho Oliveira 13 de outubro de 2017 às 13:12

O PS, o Bloco de Esquerda e o PCP subiram nas intenções de voto na primeira sondagem depois das autárquicas e apesar de entre os parceiros que suportam o Governo apenas os socialistas terem saído vencedores nas eleições.

De acordo com os resultados do barómetro da Eurosondagem para o Expresso e para a SIC, as intenções de voto no PS sobem 0,7 pontos percentuais para 41%, o Bloco de Esquerda melhora 0,6 pontos percentuais para 9% e o PCP vê as intenções de voto subirem 0,2% para 7,5%.

Estes números revelam que as intenções de voto dos inquiridos nem sempre correspondem aos resultados do último acto eleitoral, onde PCP e BE não atingiram os objectivos.

Ainda assim, os inquiridos fazem uma avaliação diferente destes líderes. No caso do PS, António Costa vê a popularidade subir 1,6 pontos, mas Jerónimo de Sousa e Catarina Martins perdem popularidade (-1,6 pontos e -1,1 pontos, respectivamente).

À direita passa-se o mesmo. No caso do CDS, as intenções de voto mostram uma fotografia diferente da avaliação feita à popularidade.

Assunção Cristas vê a sua popularidade aumentar 1,6 pontos, mas as intenções de voto no CDS caem 0,8 pontos para 6%.

Já no caso do PSD, tanto o partido como Passos Coelho perdem nos dois indicadores. As intenções de voto no partido recuaram 0,7 pontos para 28% e o líder do partido vê a sua popularidade reduzir-se 3,6 pontos.

As eleições autárquicas aconteceram a 1 de Outubro e o inquérito para esta sondagem foi feito nos dias 4,6, 9, 10 e 11 de Outubro.

Além das autárquicas, há mais assuntos que poderão estar a influenciar a avaliação feita pelos inquiridos, tais como as notícias sobre o Orçamento do Estado e o anúncio de Passos Coelho de não se recandidatar à liderança do PSD.