Cultura Estado entrega 1,5 milhões para Serralves comprar obras de arte

Estado entrega 1,5 milhões para Serralves comprar obras de arte

O investimento será realizado até 2018, com o Governo a sustentar que a "relevância" da colecção do museu portuense "implica a sua permanente actualização".
Estado entrega 1,5 milhões para Serralves comprar obras de arte
António Larguesa 09 de Janeiro de 2017 às 11:52

O Estado vai contribuir com 1,5 milhões de euros para o fundo para aquisição de obras de arte para a colecção do museu de arte contemporânea da Fundação de Serralves, a constituir até ao final de 2018.

 

Numa portaria publicada esta segunda-feira, 9 de Janeiro, em Diário da República, o Governo autoriza a repartição plurianual do encargo financeiro relativo ao financiamento deste fundo, de que beneficia a instituição cultural portuense, correspondente a 500 mil euros anuais durante três anos.

 

Esta contribuição do Fundo de Fomento Cultural (FFC) concretiza o protocolo celebrado a 6 de Dezembro de 2016 entre o Ministério da Cultura e a Fundação de Serralves. O diploma assinado pelo ministro da tutela, Luís Filipe Castro Mendes, e pelo secretário de Estado do Orçamento, João Leão, prevê que os encargos relativos a 2017 e 2018 "serão satisfeitos por verbas adequadas, inscritas ou a inscrever no orçamento" do FFC.

 

Lembrando que o Estado é um dos fundadores de Serralves, nesta portaria o Executivo justifica que "a relevância da colecção do Museu implica a sua permanente actualização através de novas aquisições e da sua apresentação pública, através da realização de exposições regulares, de programas de itinerância e do empréstimo de algumas das suas obras para exposições realizadas noutros museus, nacionais e estrangeiros".


Em 2016, o orçamento da Fundação de Serralves aumentou para oito milhões de euros, face aos 7,5 milhões de euros que tinham sido orçamentados no ano anterior. A compartição do Estado já pesa menos de 40% do total, tendo a administradora, Ana Pinho Macedo Silva, referido há um ano que "era bom que o Estado pudesse contribuir mais para a [sua] actividade porque podemos chegar mais longe naquilo que queremos fazer". 

A 30 de Setembro do ano passado, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, anunciou que a colecção de obras de Joan Miró provenientes do antigo Banco Português de Negócios (BPN) vai permanecer na Casa de Serralves. Na inauguração da exposição "Joan Miró: Materialidade e Metamorfose", o primeiro-ministro, António Costa, destacou que a colecção do pintor catalão mostrou que "os bancos podem-se ir", mas criação cultural é intemporal.




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
surpreso Há 1 semana

Mais ? Já lá puseram o Pacheco Pereira na administração.Não é um bom cromo?

Contribuinte ressabiado Há 1 semana

É por isto que eu não gosto de pagar impostos . é que 95% são desbaratados e mal gastos

de mão estendida Há 1 semana

Para quem anda a ser humilhado e de mão estendida a mendigar aos estrangeiros a sua sobrevivência, hipotecando as gerações futuras por mais de um século . . . NÃO ESTÁ NADA MAL . . .

Gente rica Há 1 semana

Depois veem chorar nas televisões solidaridade para com os sem abrigo, famintos e miseráveis . gente rica é assim . . .

pub
pub
pub
pub