Economia Estado vai "assumir" 54% do capital do SIRESP

Estado vai "assumir" 54% do capital do SIRESP

O recém-empossado ministro da Administração Interna confirmou que o Estado português vai "assumir 54%" do capital do SIRESP. "Estão a decorrer trabalhos que visam a reestruturação da estrutura accionista", acrescentou Eduardo Cabrita.
Estado vai "assumir" 54% do capital do SIRESP
Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago 23 de outubro de 2017 às 17:47

O Estado vai mesmo assumir o controlo da empresa que gere a rede de emergência nacional (SIRESP, SA), garantiu esta segunda-feira o novo ministro da Administração Interna. Em declarações aos jornalistas após a cerimónia de comemoração do nono aniversário da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, em Lisboa, Eduardo Cabrita confirmou que "o SIRESP é uma sociedade anónima na qual o Estado vai assumir a maioria do capital".

O recém-empossado ministro adiantou ainda que o objectivo do Governo passa por o Estado assumir 54% do capital da empresa que gere o SIRESP e revelou que "estão a decorrer trabalhos que visam a reestruturação da estrutura accionista" da SIRESP SA. Apesar de não nacionalizar a empresa, o Estado garante uma posição maioritária no SIRESP.

No fim-de-semana, o ministro do Planeamento e Infra-estruturas, Pedro Marques, já tinha sinalizado a possibilidade de, no futuro, o Estado assumir uma "posição de controlo da empresa", desde logo adiantando que tal seria feito através da conversão de créditos das empresas Datacomp e Galilei, detentoras de 9,55% e 33% do capital da empresa.

No entanto, Pedro Marques disse que para já a intenção do Governo passava por assegurar uma posição mesmo que minoritária desde que permitisse ao Estado "ter um papel acrescido no desenvolvimento e gestão desta rede de emergência".

O agora ex-ministro Adjunto do primeiro-ministro referiu que a decisão governamental de assumir uma posição maioritária no SIRESP foi tomada no Conselho de Ministros extraordinário sobre incêndios que decorreu no passado sábado. Ocasião em que o elenco governativo também decidiu reforçar os meios desta rede de emergência, designadamente através da aquisição de quatro novas estações móveis com ligação satélite. O Governo decidiu assim pela continuidade da rede de emergência, isto apesar de o relatório da Comissão Independente nomeada pelo Parlamento ter concluído que o SIRESP é "obsoleto".

 

Cabrita anuncia "duplicação" dos meios aéreos

 

O sucessor de Constança Urbano de Sousa anunciou ainda que outra das decisões adoptadas no sábado passa pela quase "duplicação dos meios aéreos". Cabrita disse que serão contratados "13 helicópteros e quatro aviões anfíbios", passando "de 18 para 35 o número de meios aéreos que estão à disposição" das unidas de combate aos incêndios.

 

Reiterando que o objectivo das medidas decididas pelo Conselho de Ministros assenta na criação de um modelo de "estreita interligação entre a prevenção e o combate" aos incêndios, Eduardo Cabrita acabou por não explicar como é que a Força Aérea irá gerir os meios aéreos alocados ao combate aos fogos, uma medida também anunciada este sábado.

(Notícia actualizada às 18:20)




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Pois... lá vai sobrar para o contribuinte.

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pertinaz Há 3 semanas

ESTA ESCUMALHA DE ESQUERDA ESTÁ SEMPRE PRONTA A METER A MÃO NOS BOLSOS DOS CONTRIBUINTES...!!!

A quem interessavam os incêndios? Há 3 semanas

As pobres das populações do centro de Portugal ainda não foram indemnizadas, mas os mamões de Lisboa responsáveis pelo SIRESP já começaram a lucrar?
" Alimpem-se" está feita a revolução na protecção civil, o povo que se lixe é gado, basta prometer-lhe 1/2 dúzia de cêntimos, o voto fica assegurado.

Anónimo Há 3 semanas

Lá vai o contribuinte pagar esta "aquisição". E libertar os outros acionistas ( PT/SLN... ) das obrigações de garantir um SIRESP funcional. E não esquecer que foi o Costa que adjudicou o SIRESP, com um contrato que não protegia o estado...

J. SILVA Há 3 semanas

Com a dimensão da área ardida, para o ano as condições para fogos ficam substancialmente reduzidas. Entretanto, ainda a quente, fazem-se investimentos vultuosos sem uma análise ponderada das matérias. O Governo está a reboque dos acontecimentos e a factura mais uma vez vai para o contribuinte.

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