Emprego Este ano, houve duas greves por semana

Este ano, houve duas greves por semana

Os conflitos laborais levaram este ano à realização de 83 greves, a maioria das quais feitas pelos enfermeiros, que cumprem hoje a terceira paralisação nacional, depois de terem feito 13 greves regionais ou locais, desde Maio.
Este ano, houve duas greves por semana
Negócios com Lusa 13 de Outubro de 2016 às 07:33
A reivindicação de aumentos salariais e melhores condições de trabalho, a par da salvaguarda de direitos adquiridos ou do pagamento de salários em atraso, estão na origem de muitos dos protestos que levaram à paralisação de trabalhadores um pouco por todo o país, durante um dia ou mais, ou durante algumas horas dos respectivos turnos.

De acordo com dados facultados pela CGTP, contabilizados pela agência Lusa, que os cruzou com as suas notícias sobre greves desde o início do ano, o mês de Agosto foi aquele em que se realizaram mais greves, num total de 13.

Dividindo o número de greves pelos dias que já decorrem desde o início do ano (287), houve em média uma greve de 3,45 em 3,45 dias. Ou seja, duas greves por semana, já que a actual é a semana 41.

Seis destas greves foram feitas alternadamente por enfermeiros das zonas norte, centro e sul do país.

Sem contar com o mês de Outubro, que ainda não chegou a meio, Janeiro foi o mês com menor número de paralisações, um total de 5, entre as quais a única greve nacional da função pública deste ano, realizada a 29 de Janeiro.

Em Fevereiro realizaram-se 6 greves e em Março o número de paralisações aumentou para 14, entre totais e parciais.

Em Abril registaram-se 12 greves e em maio 13, entre as quais a primeira dos enfermeiros, da região norte, e uma dos carteiros de Famalicão.

Foram feitas 10 greves em Junho e 12 em Julho, entre as quais as greves nacionais dos enfermeiros de 14 de Junho e de 28 e 29 de Julho.

Em Setembro o número de greves baixou para 6 e, destas, 5 foram feitas pelos enfermeiros de Barcelos, Braga e do Baixo Alentejo, Hospital de Almada e Hospital de S. João, no Porto.

Nos primeiros dias de Outubro realizaram-se duas greves, dos enfermeiros de Braga e dos Açores.

A greve de hoje não foi contabilizada.

A reposição das 35 horas de trabalho a todos os enfermeiros, assim como do valor do trabalho extraordinário e a necessidade de contratação de mais profissionais são os principais motivos na origem dos protestos dos enfermeiros.

A generalidade dos funcionários públicos recuperou o horário de trabalho de 35 horas semanais no dia 1 de Julho, mas os enfermeiros com contrato individual de trabalho continuam a trabalhar 40 horas por semana.

Segundo informação do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEF), que tem convocado as greves do sector, os 3.500 enfermeiros com vínculo de funcionário público voltaram às 35 horas em Julho, enquanto os 9.000 que têm contrato individual de trabalho continuam obrigados a cumprir 40 horas.



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mais votado Anónimo Há 3 semanas


O VERDADEIRO CRIME ORGANIZADO

FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO



ARMÉNIO CARLOS ROUBA OS TRABALHADORES DO PRIVADO

Vitória para uns, significa derrota para os outros.

As vitórias de Arménio Carlos traduzem-se sempre em mais privilégios para a FP e ...

mais impostos sobre os restantes trabalhadores, para sustentar esses privilégios.


comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas


FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO

UM EXEMPLO DE INJUSTIÇA QUE É URGENTE CORRIGIR

Um técnico superior reformado em 2005 pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) levou uma pensão de 2.026 euros consigo. Se se tivesse aposentado na mesma altura, com o mesmo salário, pelas regras da Segurança Social, teria levado para casa 1.512 euros.

Ora bem 500€ x 10 anos x 12 meses = 60.000€ a mais, que esse gajo já embolsou desde 2005, à custa de quem trabalha.
Rica mama.
Deve ser obrigado a devolver tudo.

Enganei-me nas contas, são 14 meses por ano, ainda lhe estava a perdoar 10.000€ (sortudo).
Afinal tem que devolver 70.000€.

Receber 70.000€ a mais, em 10 anos?
Isso dá para comprar um carro de 30.000€, de 4 em 4 anos.
Este é mesmo o país das maravilhas... para alguns.

Anónimo Há 3 semanas


O VERDADEIRO CRIME ORGANIZADO

FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO



ARMÉNIO CARLOS ROUBA OS TRABALHADORES DO PRIVADO

Vitória para uns, significa derrota para os outros.

As vitórias de Arménio Carlos traduzem-se sempre em mais privilégios para a FP e ...

mais impostos sobre os restantes trabalhadores, para sustentar esses privilégios.


Anónimo Há 3 semanas

estranho a comunicação social não mostrar esta realidade, como mostrou nos anos anteriores! ;)

Mr.Tuga Há 3 semanas

Obvio!

Os mamõe s da FP sempre a chorar pois o geringonços não gostam de ser afrontados e baixam de imediato as calças!

Como quem não chora, não mama! Estes vão repondo as suas MORDOMIAS a custa do cada vez mais depenado, pobre e inseguro trabalhador do "privado"!

Tugas de 1ª VS tugas de 2º!

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