Mundo EUA e China celebram acordo comercial

EUA e China celebram acordo comercial

Foram alcançados os primeiros resultados do plano de 100 dias entre a China e os EUA, que reforçam as relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
EUA e China celebram acordo comercial
Reuters
Nuno Carregueiro 12 de maio de 2017 às 08:04

A China vai abrir o seu mercado às agências de rating dos Estados Unidos e retomar a importação de carne de vaca, no âmbito de um acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo que contém 10 pontos e constitui um primeiro passo para o reforço das relações entre os dois países.

 

Os Estados Unidos vão passar a exportar carne de vaca para a China a partir de 16 de Julho e na mesma data aceitam importações chinesas de carnes de aves. O pais asiático tinha banido as compras de carne de vaca desde 2003, devido à doença das "vacas loucas".

 

Ainda na área financeira, a China também aceita a entrada das companhias de cartões de crédito num mercado que é dominado pela chinesa UnionPay. Os EUA passam também a poder exportar mais gás natural liquefeito para a China.

 

O secretário do Comércio norte-americano, Wilbur Ross, afirmou que o acordo é um passo significativo para impulsionar as exportações norte-americanas e reduzir o défice comercial com a segunda economia mundial.

 

Citado pela Lusa, Ross assegurou que "não se trata apenas de acordos comerciais, mas antes de melhorar a capacidade das empresas e produtos norte-americanos para competir no mercado chinês", enquanto Washington deve facilitar os investimentos chineses no país.

 

Os EUA também se comprometem a "acolher investimento directo de empresários chineses no país, tal como faz a empresários de outros países", refere uma declaração conjunta citada pelo FT.

 

Estes são assim os primeiros resultados do plano de cem dias que foi acordado pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, no seu primeiro encontro, em Abril passado, na Flórida.

 

Agora, no âmbito deste acordo, os dois países aceitaram continuar a trabalhar no reforço das relações comerciais, alargando o horizonte temporal do plano para um ano.

 

Durante a campanha eleitoral, Donald Trump acusou Pequim de concorrência desleal e de destruir postos de trabalho no EUA, prometendo reduzir o défice comercial entre os dois países.

 

Este acordo reforça uma alteração de política de Trump em relação à China, que os Estados Unidos procuram que continue aliado devido à tensão crescente com a Coreia do Norte.

 

Ainda ontem, em entrevista à Economist, Trump deixou rasgados elogios a Xi Jinping. "Estou a lidar com um homem, acho que gosto muito dele. E acho que ele gosta muito de mim", afirmou Trump, classificando o líder chinês de "grande homem".

 




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
saraiva14 12.05.2017

O Trump fez tantas ameaças em relação à China por causa do défice comercial e agora, passados apenas 100 dias, já está a baixar as calçinhas!

pub
pub
pub
pub