Mundo EUA e UE ameaçam com novas sanções a Moscovo devido à Síria

EUA e UE ameaçam com novas sanções a Moscovo devido à Síria

Washington e Londres avisaram este domingo que a Rússia poderá ser novamente alvo de sanções económicas devido às acções russas na Síria. Novo fracasso nas negociações de paz para a Síria, leva comunidade internacional a procurar alternativas.
EUA e UE ameaçam com novas sanções a Moscovo devido à Síria
Reuters
David Santiago 17 de Outubro de 2016 às 11:39

A ameaça foi feita pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados Unidos e do Reino Unido, John Kerry e Boris Johnson, respectivamente, que avisaram Moscovo de que a Rússia pode sofrer novas sanções económicas na sequência da sua intervenção na guerra síria. Na mira poderão também estar outros aliados do regime sírio. 

 

Depois de um encontro mantido este domingo com diplomatas da União Europeia, Alemanha, França, Itália, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Jordânia, Qatar e das Nações Unidas, Kerry e Johnson demonstraram pouca convicção na possibilidade de um acordo com a Rússia sobre o conflito na Síria, em guerra há cinco anos.

 

Para tentar levar Moscovo a privilegiar uma solução pacífica para a Síria, os chefes da diplomacia norte-americana e britânica assumiram, em Londres, ter discutido um conjunto de medidas que incluem "propostas económicas". O que significa que além das sanções que ainda pendem sobre Moscovo na sequência da anexação da Crimeia e das acções russas no Leste da Ucrânia, a Rússia poderá agora enfrentar novas penalizações económicas, desta feita devido à actuação na Síria.

 

Estas declarações surgem depois de mais uma ronda de negociações para a paz na Síria ter sido considerada um fracasso. O encontro do passado sábado em Lausanne, na Suíça, entre Estados Unidos, Rússia, Irão, Arábia Saudita, Qatar e Turquia não permitiu sequer alcançar um acordo de mínimos que permitisse uma trégua temporária na Síria, onde a cidade de Aleppo continua a ferro e fogo.

 

Os combates nesta cidade do noroeste da Síria intensificaram-se nas últimas semanas, num esforço concertado do exército sírio – apoiado no terreno por forças iranianas e pelo grupo libanês Hezbollah, e no ar pelo força aérea russa – para recuperar o controlo face às forças rebeldes da oposição ao presidente Bashar al-Assad.

 

Perante os bombardeamentos indiscriminados (somam-se as vítimas civis) levados a cabo pela conjugação de esforços entre Damasco e Moscovo, fontes norte-americanas citadas pelo The Wall Street Journal revelaram que estão também a ser consideradas as possibilidades de fornecer mais armamento pesado aos rebeldes sírios, de executar um número limitado de ataques às posições do regime de Assad, isto para além das sanções.

 

Contudo a administração de Barack Obama continua pouco inclinada a reforçar o envolvimento no conflito sírio, com John Kerry a admitir a "frustração" face à incapacidade de atingir resultados concretos. Do lado russo, Moscovo voltou a exigir que os Estados Unidos considerem separadamente aquilo que são os grupos sunitas de oposição a Assad, do grupo anteriormente conhecido como Frente al-Nusra (recentemente desvinculado da al-Qaeda). A Rússia mantém que está a apoiar Assad a combater forças terroristas.

Entretanto o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, noticia que também a chanceler alemã, Angela Merkel, está a considerar a possibilidade de avançar com novas sanções sobre a indústria de defesa e o sector da aviação russos. As sanções da UE e dos Estados Unidos ainda em vigor contra Moscovo incidem, em grande medida, nos sectores financeiro e petrolífero daquele país.




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comentários mais recentes
alcpf Há 2 semanas

A Rússia está mais correta neste campo!

Anónimo Há 2 semanas


PS - PCP - BE -- ROUBAM OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


NOVAS PENSÕES MÍNIMAS SERÃO SUJEITAS A PROVA DE RENDIMENTO...

para se gastar mais dinheiro com os subsídios às pensões douradas da CGA.


(As pensões da CGA são subsidiadas em 500€, 1000€, 1500€ e mais, por mês.

Estas pensões sim, devem ser sujeitas a condição de recursos.

E não as mínimas.)

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