Política Europa de olhos em Itália e Áustria

Europa de olhos em Itália e Áustria

O dia é dos eleitores em Itália e na Áustria. No primeiro caso vota-se um referendo que poderá ditar um novo caminho para Roma. No outro, elege-se o presidente da República, sete meses depois da primeira votação.
Europa de olhos em Itália e Áustria
REUTERS
Negócios com Lusa 04 de Dezembro de 2016 às 16:05

Em Itália há cerca de 51 milhões de cidadãos elegíveis para se pronunciarem sobre o referendo. Até às 12:00, cerca de 20% dos cidadãos já tinham votado, revelou o Ministério do Interior, citado pela Reuters. Este número supera os dados do último acto eleitoral, em Maio de 2014, quando decorreram as eleições para o Parlamento Europeu. Na altura, às 12:00 tinham votado 17% dos cidadãos.

 

As urnas abriram às 07:00 locais (06:00 em Lisboa) e vão estar abertas 23:00 locais (22:00 em Lisboa).

 

As assembleias de voto italianas abriram hoje pelas 07:00 locais (06:00 em Lisboa) para receber os votos dos cerca de 51 milhões de cidadãos elegíveis para participar no referendo sobre a reforma constitucional do Governo de Matteo Renzi.

 

As urnas vão estar abertas até às 23:00 locais (22:00 em Lisboa), quando começa a contagem dos votos. Os italianos são chamados a referendar a reforma constitucional aprovada pelo Parlamento e que, entre outras coisas, retira a função legislativa ao senado, numa consulta que não necessita de nível mínimo de participação para que o resultado seja válido.

 

O resultado desta consulta popular é uma incógnita, mas já se tecem vários cenários. Os mais catastrofistas apontam para o fim do euro. O receio é que se instale o "pasticcio" na Europa. ("Pasticcio" poderá traduzir-se como "confusão" ou "situação difícil de resolver".) Saiba o que está em causa neste acto eleitoral.

 

Áustria sem presidente há sete meses

As eleições presidenciais na Áustria decorrem mais de sete meses depois da primeira votação, num processo longo e acidentado que exasperou os austríacos.

 

Nenhum dos dois candidatos mais votados, Norbert Hofer (FPÖ, extrema-direita) e Alexander Van der Bellen (independente ligado aos Verdes), alcançou nessa votação a maioria absoluta.

 

As eleições então ganhas por Van der Bellen, por uma margem estreita, foram invalidadas pela justiça austríaca perante uma série de irregularidades na recontagem dos votos, que, no entanto, não afectavam o resultado nem implicavam manipulações.

 

As sondagens até agora publicadas apontam para um "empate técnico" entre os dois candidatos.

 

Apesar da abertura das assembleias de voto às 05:00 GMT em alguns municípios, a maioria dos locais de voto abrem às 06:00 ou 07:00 GMT e os últimos encerram às 16:00 GMT, altura em que é esperada uma primeira projecção sobre o resultado.

 

No total, cerca de 6,4 milhões de austríacos com direito a voto, dentro e fora do país, são chamados a eleger o seu presidente federal para os próximos seis anos.

 

Apesar de a presidência federal austríaca ser um cargo bastante protocolar, muitos governos da União Europeia (UE) vêem com preocupação que Hofer possa tornar-se no chefe de Estado da extrema-direita populista num país membro.




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comentários mais recentes
HÃ?! Há 2 semanas

A Europa NÃO foi desenhada para extremos ,um pouco como os USA antes da Hillária ,2 blocos cujas politicas sejam convergentes na centralidade .Tanto comunistas como direitistas devem ser ILEGALIZADOS como disse Vital Moreira esse grande dirigente do PCP seu líder no Parlamento na Constituinte

OUVIDO À COCA Há 2 semanas

A ORF avançou a vitoria do Presidente dos Verdes. A ser verdade, a europa apresenta-se com menos nuvens. A europa tem que colocar a extrema direita no seu devido lugar. Não brinquemos com o perigo. Depois não se queixem.

A ESQUERDA GANHOU NA AUSTRIA Há 2 semanas

Alexander van der Bellen ganhou as presidenciais austriacas com 54%. A Austria votou esquerda. O fantasma da extrema direita está arredado. Em Italia tudo aponta para a vitoria do sim. A esquerda vai impor-se na europa. Agora falta derrota a Merkel. Está quase. A europa vota esquerda.

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