Política Eurosondagem: Esquerda cai e direita sobe

Eurosondagem: Esquerda cai e direita sobe

A sondagem da Eurosondagem coloca a esquerda em queda e a direita a subir, com os partidos da geringonça prejudicados pelo momento difícil resultante do regresso das greves na Função Pública e do papel do Estado nas mortes por legionella. Dos líderes políticos, só o Presidente da República aumentou a popularidade em Novembro.
Eurosondagem: Esquerda cai e direita sobe
David Santiago 17 de novembro de 2017 às 12:30

O barómetro de Novembro da Eurosondagem para a SIC e o Expresso indica que a esquerda está em queda e a direita em alta, com o PS a manter-se na liderança nas intenções de voto mas a recuar um ponto percentual face a Outubro.

 

Em plena discussão do Orçamento do Estado para 2018 e numa fase marcada pelo regresso da contestação da Função Pública, em especial por parte dos professores, e pelas mortes provocadas por legionella, a que se juntam ainda os incêndios de Outubro, a sondagem da Eurosondagem atribui 40% ao PS e 28,4% ao PSD, que sobe 0,4 pontos percentuais relativamente ao mês passado.

 

Os restantes partidos que integram a chamada geringonça também são negativamente afectados pelos acontecimentos mais recentes que marcaram a agenda política, com o Bloco de Esquerda a descer para 8,7% e a CDU (PCP e PEV) a recuar para 6,9%. Em sentido oposto, o CDS sobe 0,6 pontos percentuais para 6,6% e o PAN cresce ligeiramente para 1,7%.


Mas apesar de se aproximar, a direita permanece bastante aquém do somatório dos partidos da esquerda parlamentar. PSD e CDS somam 35% enquanto as forças que integram a actual solução governativa ascendem a 55,6%.

 

Marcelo é o único líder político a ganhar popularidade


O Presidente da República viu a sua popularidade crescer meio ponto para um saldo global positivo de 62,5 pontos. Marcelo Rebelo de Sousa é mesmo o único líder político cujos níveis de aceitação crescem em Novembro, o que acontece depois do discurso proferido pelo Presidente na sequência do dia com mais fogos do ano (15 de Setembro) e que foi bastante crítico acerca da actuação do Governo.

 

Já o primeiro-ministro é o líder com a maior quebra de popularidade, com António Costa a perder 2,1 pontos para um total positivo de 32,3 pontos. A líder do CDS, Assunção Cristas, recua para 6,7 pontos, o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, cai para 5,9 pontos, o presidente cessante do PSD, Passos Coelho, resvala para 2,9 pontos, e a coordenadora do Bloco, Catarina Martins, desliza para 1,9 pontos.




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