Política Eurosondagem: PS sobe e empata com PSD e CDS juntos

Eurosondagem: PS sobe e empata com PSD e CDS juntos

A sondagem da Eurosondagem para o Expresso e a SIC mostra que, pela primeira vez em 12 meses, o PS tem as mesmas intenções de voto que PSD e CDS juntos, dois partidos que caem ligeiramente face a Outubro.
Eurosondagem: PS sobe e empata com PSD e CDS juntos
Miguel Baltazar
David Santiago 11 de Novembro de 2016 às 12:51

É algo que já não se via há um ano. O PS soma tantas intenções de voto quanto o PSD e o CDS em conjunto. É isso que mostra a sondagem da Eurosondagem para o Expresso e a SIC divulgada esta sexta-feira, 11 de Novembro.

Os socialistas sobem 0,7 pontos percentuais face a Outubro para 37% das intenções de voto, enquanto tanto o PSD como o CDS registam ligeiras descidas para os 30,4% e os 6,6%, respectivamente. Juntos, os partidos que estiveram coligados no Governo liderado por Passos Coelho obtêm os mesmos 37% que o PS.

 

Já o Bloco de Esquerda cresce ténues 0,2 pontos para 9,7%, juntando-se ao PS como os únicos partidos que crescem face ao estudo da Eurosondagem de Outubro. O PCP cede 0,1 pontos para os 8,2%. Bloquistas e comunistas mantêm distâncias confortáveis relativamente aos centristas. Por seu lado, o PAN cai ligeiramente para 1,1% das intenções de voto.

 

O jornal Expresso salienta ainda o pouco habitual crescimento do número de indecisos, que aumentou 3,15 pontos percentuais comparativamente com o mês anterior. Se as eleições fossem agora 22% do eleitorado não saberia em quem votar.

 

Presidente Marcelo perde popularidade pela primeira vez desde a eleição

 

Apesar de se manter na dianteira enquanto o líder político mais popular, Marcelo Rebelo de Sousa viu a sua popularidade cair pela primeira vez desde que foi eleito em Janeiro do ano passado. A aceitação junto da opinião pública do Presidente da República caiu 1,4 pontos face a Outubro para uma avaliação global positiva de 57 pontos.

O Expresso nota que o estudo da Eurosondagem foi levado a cabo entre 2 e 9 de Novembro, os dias imediatamente anterior e posterior às declarações de Marcelo à comunicação social em que o Presidente sustentou que os administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) devem apresentar as suas declarações patrimoniais.

Se a polémica da Caixa poderá ter penalizado a popularidade de Marcelo Rebelo de Sousa, o mesmo não se poderá dizer em relação a António Costa. O primeiro-ministro viu a sua popularidade aumentar 1,1 pontos para uma avaliação de 30,6 pontos.

 

Também os líderes partidários mais à direita melhoraram os seus níveis de aceitação, com o presidente do PSD, Passos Coelho, a subir ligeiramente para os 16,8 pontos e a líder do CDS, Assunção Cristas, a crescer mais de meio ponto para 11,3 pontos.

 

Já o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, foi o líder político que mais caiu (-1,9 pontos) em relação a Outubro para 12,2 pontos mantendo-se, ainda assim, à frente da coordenadora bloquista, Catarina Martins, que registou uma ténue descida para 10,7 pontos.




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comentários mais recentes
pertinaz Há 3 semanas

SONDAGENS

SONAGENS LEVA-AS O VENTO

E AINDA SE ESPANTAM COM A VITÓRIA DO TRUMP

VAMOS A CAMINHO DO ABISMO

Anónimo Há 3 semanas

E comida que o amarelado d.branca nem quer provar,e agora com o veneno que dentaram na comida na America,afasta-o ainda mais dessa hipotse.O estado de graca do manhoso sonhador esta preste a chegar ao fim,e o de d.branca tambem vem a caminho.Passos nao podia fazer melhor oposicao,o tempo o vai dizer

Anónimo Há 3 semanas

Se fiz bem as contas dá 37,0% para PSD,CDS e 37% para PS .Mantem-se a maioria sociológica de esquerda com uma margem de erro que em causa de eleiçôes tudo pode acontecer.A queda do PR e Costa tem a ver com os impostos e a história da CGD e tudo indica que vai acentuar-se.Sondagens são infiéis.

Fernando Ferreira Há 3 semanas

A PAF perde ponto e meio. A soma dos 2 partidos mais à esquerda perde meio ponto. Total das perdas 2 pontos.
O PS cresce 4 pontos e meio. De onde vêm os 2 pontos e meio a mais? A meu ver, e sobretudo, de pessoas que se abstiveram em 2015 e que parecem agora estar mais satisfeitas com a situação.

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