Europa Eurostat confirma Portugal com a terceira maior dívida da UE e défice de 2% em 2016

Eurostat confirma Portugal com a terceira maior dívida da UE e défice de 2% em 2016

O gabinete de estatística da União Europeia validou o défice português de 2% em 2016.  
Eurostat confirma Portugal com a terceira maior dívida da UE e défice de 2% em 2016
Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Carregueiro 23 de outubro de 2017 às 10:30

O Eurostat publicou hoje a segunda notificação sobre o saldo orçamental e a dívida pública dos países da União Europeia, confirmando os valores para Portugal, que reduziu o défice a menos de metade e continua com o estatuto de terceiro país da UE mais endividado.

Segundo o gabinete de estatística da UE, Portugal fechou 2016 com uma dívida pública de 240,9 mil milhões de euros, que corresponde a 130,1% do PIB. Trata-se do terceiro valor mais elevado entre os países da UE, só superado pela Grécia (180,8%) e pela Itália (132%).

O registo de 2016 compara com o rácio de 128,8% atingido em 2015, ano em que também era o terceiro mais elevado da UE, mas fica abaixo do máximo histórico (em termos anuais) que foi fixado em 2015 (130,6%).

No Orçamento do Estado para 2018 o Governo estima uma descida para 123,5% do PIB, abaixo dos 127,7% estimados para este ano.

Em 2016 Portugal contrariou a tendência de alívio no endividamento na Zona Euro, que viu o rácio da dívida pública baixar de 89,9% em 2015 para 88,9% no ano passado.

No que diz respeito ao défice orçamental a situação é diferente, pois Portugal conseguiu um progresso acima da média da Zona Euro. O Eurostat validou o défice de 2% do PIB no ano passado, o que representa menos de metade do registado em 2015 (-4,4%) e bem abaixo do verificado em 2014 (-7,2%).

Na Zona Euro o défice orçamental melhorou para 1,5% em 2016, contra 2,1% no ano anterior. Apenas três países da UE apresentam défices acima do limite imposto pelas regras comunitárias (3%): Espanha (-4,5%), França (-3,4%) e Roménia (-3%). 

Luxemburgo (1,6%), Malta e Suécia (1,1% cada), Alemanha (0,8%), República Checa (0,7%), Grécia e Chipre (0,5%), Holanda (0,4%) e Lituânia (0,3%) conseguiram excedentes orçamentais em 2016.

As dívidas públicas mais baixas observaram-se na Estónia (9,4%), no Luxemburgo (20,8%), na Bulgária (29,0%), na República Checa (36,8%), na Roménia (37,6%) e na Dinamarca (37,7%).




A sua opinião6
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado surpreso Há 3 horas

Não há dinheiro nos credores?Então ,siga a dança e a beijoqueira "marcelista"...

comentários mais recentes
Ku do comuna Há 4 semanas

Cortes na despesa e redução de meios de ataque aos incendios deu jeito no orçamento, há pois mas culpa é sempre do governo anterior...

Anónimo Há 4 semanas

mais um recorde da dupla Emplastro e Raposa...mais mortes, mais dívida, mais popularidade..upa ! upa !

??? Há 1 hora

Esta coisa vai estalar breve. Por enquanto ainda kagggamos o que comemos. Oxalá um dia não tenhamos que comer o que kkaggamoss

pertinaz Há 2 horas

ESTÁ TUDO BEM... O ESTUPOR DO COSTA RESOLVE...!!!

ver mais comentários