Economia Ex-presidente da Raríssimas só sai da Casa dos Marcos com indemnização e subsídio de desemprego

Ex-presidente da Raríssimas só sai da Casa dos Marcos com indemnização e subsídio de desemprego

Paula Brito e Cunha saiu da liderança da associação Raríssimas, mas mantém o cargo de directora da Casa dos Marcos. E só sai se for despedida, garantiu ao Expresso, o que terá lugar a indemnização e subsídio de desemprego.
Ex-presidente da Raríssimas só sai da Casa dos Marcos com indemnização e subsídio de desemprego
Negócios 15 de dezembro de 2017 às 08:35
Paula Brito e Cunha abandonou a liderança da Raríssimas depois de denúncias de má gestão na associação que foram divulgadas numa reportagem da TVI. A responsável saiu mas deixou claro que considerou que o processo em causa se trata de uma cabala muito bem feita.

Mas mantém-se como directora da Casa Marcos, a infraestrutura assistencial a doentes da associação situada na Moita. E assim se vai manter. A não ser que a despeçam, revelou a responsável ao jornal Expresso. Acrescentando que se isso acontecer haverá lugar a indemnização e a subsídio de desemprego. 

"É muito fácil fazer a gestão da Casa dos Marcos. Se não me quiserem, então vamos ter de chegar a acordo", disse ao Expresso a responsável. A confirmar-se esta decisão estará em causa "um despedimento, o pagamento da respectiva indemnização e o subsídio de desemprego", salientou à publicação.

Esta investigação jornalística já ditou a demissão de um secretário de Estado, Manuel Delgado. O ex-secretário de Estado afirmou que nunca participou em decisões de gestão e financiamento da Raríssimas e que o seu trabalho junto da instituição se tratou de uma "colaboração técnica". Isto apesar de na investigação da TVI terem sido detectados e-mails de Paula Brito e Cunha onde afirma que Manuel Delgado aceitou trabalhar para a Raríssimas a troco de uma remuneração de 12 mil euros brutos, carro e seguro de saúde, o ex-governante entretanto afirmou que apenas negociou com o tesoureiro Jorge Nunes um vencimento de "três mil euros brutos". "Negociei com o doutor Jorge Nunes os três mil euros brutos. Acho ridículo os 12 mil euros", garantiu.




pub