Ásia Ex-primeira-ministra da Tailândia condenada a cinco anos de cadeia

Ex-primeira-ministra da Tailândia condenada a cinco anos de cadeia

A ex-primeira-ministra tailandesa Yingluck Shinawatra foi hoje condenada à revelia a cinco anos de cadeia por negligência num programa de ajudas de arroz que causou perdas milionárias durante o seu mandato (2011-2014).
Ex-primeira-ministra da Tailândia condenada a cinco anos de cadeia
Reuters
Lusa 27 de setembro de 2017 às 10:37

A sentença que condena Yingluck, que se encontra no exílio depois de ter fugido do país no final de agosto, foi pronunciada unanimemente por nove juízes do Tribunal Supremo, que anunciaram a emissão de um mandado de captura contra a ex-governante.

 

Yingluck, que enfrentava uma pena máxima de dez anos de prisão, manteve a sua inocência desde o início do julgamento e disse que a acusação tinha motivos políticos e estava relacionada com a junta militar que governa a Tailândia desde 2014.

 

A ex-primeira-ministra fugiu do país uns dias antes da audiência programada para 23 de agosto, na qual o Supremo previa emitir a sentença, que acabou adiada para hoje devido à não comparência da réu.

 

De acordo com fontes familiares, Yingluck fugiu para o Dubai, onde o irmão e ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra também está no exílio.

 

Os juízes decidiram que a ex-líder é culpada de não supervisionar o plano de apoio ao arroz, o que, de acordo com a comissão anticorrupção, causou prejuízos de 600 milhões de dólares (18,3 milhões de dólares) ou 17,1 milhões de euros (18,3 milhões de dólares) e fomentou a corrupção.

 

O ex-chefe de governo foi deposta após uma controvérsia decisão do Tribunal Constitucional, em que foi acusada de abuso de poder por influenciar a libertação de um alto funcionário poucos dias antes de o exército assumir o poder, no golpe em 22 de maio de 2014.

 

Yingluck chegou ao governo em 2011, depois de ganhar por maioria absoluta à frente do Pheu Thai, um dos partidos criados por Thaksin, que também foi deposto por golpe de estado em 2006 e condenado em 2008, à revelia, a dois anos de prisão por abuso de poder.

 




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