Justiça Ex-secretários de Estado ficam termo de identidade e residência

Ex-secretários de Estado ficam termo de identidade e residência

Os três secretários de Estado demitidos no âmbito do caso das viagens pagas pela Galp ao Euro2016 foram interrogados pelo Ministério Público e ficaram sujeitos à medida de coacção de termo de identidade e residência, informou hoje a PGR.
Ex-secretários de Estado ficam termo de identidade e residência
Bruno Simão
Lusa 19 de julho de 2017 às 21:46

"No âmbito deste inquérito, o Ministério Público do DIAP [Departamento de Investigação e Acção Penal] de Lisboa já procedeu ao interrogatório como arguidos de três ex-secretários de Estado. Encontram-se sujeitos a termo de identidade e residência", refere uma nota da Procuradoria-Geral da República (PGR) enviada à agência Lusa.

 

Na mesma nota, o Ministério Público confirma que pediu "o levantamento da imunidade parlamentar de um deputado, com vista à constituição como arguido e interrogatório no âmbito do inquérito onde se investiga o pagamento pela Galp de viagens, refeições e bilhetes para jogos do Euro2016".

 

A Procuradoria não identifica o deputado em causa, mas vários órgãos de comunicação social noticiaram hoje que se trata do deputado do PSD Cristóvão Norte.

 

Segundo o Ministério Público, o processo tem neste momento seis arguidos.

 

"Como foi oportunamente tornado público, existe também um outro inquérito onde estão em investigação factos relacionados com viagens, refeições e bilhetes para o Euro2016. Encontra-se em segredo de justiça e sem arguidos constituídos", acrescenta a nota da PGR.

 

Os ex-secretários de Estado Jorge Costa Oliveira (Internacionalização), Fernando Rocha Andrade (Assuntos Fiscais) e João Vasconcelos (Indústria) foram constituídos arguidos no processo que investiga o pagamento pela Galp Energia de viagens ao Euro de futebol, disputado no ano passado em França, e demitiram-se do Governo a 09 de Julho.

 

Segundo uma nota da PGR enviada à Lusa a 10 de Julho, estão em investigação "factos susceptíveis de integrarem a prática de crimes de recebimento indevido de vantagem, previstos na Lei dos Crimes de Responsabilidade de Titulares de Cargos Políticos".




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mais votado Anónimo 20.07.2017

Em países que se deixaram capturar por uma cultura desonesta, onde o mais desonesto vence, e provinciana, pouco atenta à realidade global e à modernidade tal como ela lhes chega do mundo mais desenvolvido, com leis atrasadas, estupidamente redigidas e permissivas a todos os abusos e abusadores, o sindicalismo e o capitalismo de compadrio são capazes de pôr o ofertante de factor trabalho, bens ou serviços com zero procura de mercado na economia, chamemos-lhe o vendedor de areia no deserto, a viver tão ou mais confortavelmente do que o ofertante de factor trabalho, bens ou serviços com muita procura de mercado nessa mesma economia, chamemos-lhe o vendedor de água no deserto. E é claro, uma economia assim cheia de distorções, frontalmente anti-mercado, atrasa-se e empobrece.

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Tentando Perceber 18.08.2017

Este homem está ligado ao PS, ou Governo PS, pois está ?, Só pode, para a Justiça fazer isto, não sei que se passa,dá a impressão que a justiça está Partidarizada Politicamente, não está ?
Ainda agora se viu o caso de Isaltino Morais, mais um candidato á Câmara, mais um Juiz, parece que todos PSD.

Anónimo 20.07.2017

Um pequeno exemplo concreto. Num par de anos, no mandato final do Governo Obama, o IRS dos EUA reduziu o número de colaboradores em 14 mil elementos assalariados. Na Nova Zelândia, país muito mais pequeno e menos populoso, estão a despedir 2000 funcionários tributários - quase metade dos colaboradores do fisco local, o IRD, e a automatizar num processo que denominaram de Business Transformation. O Reino Unido está a reduzir efectivos, a automatizar e a eliminar espaços físicos da sua máquina fiscal em todo o território. A Austrália está a fazer outsourcing de serviços do fisco junto de países estrangeiros low-cost como as Filipinas, de modo a automatizar profundamente todo o sistema e depois despedir localmente os recém criados excedentários que se tornarão totalmente desnecessários. Portugal, mais tarde ou mais cedo, ficando seguramente ainda mais pobre e atrasado no primeiro caso, ou potencialmente mais rico e desenvolvido no segundo, terá de fazer o mesmo.

Anónimo 20.07.2017

O Jornal de Negócios que elabore sobre as reformas viradas para as reais condições de mercado que se fazem nas regiões mais desenvolvidas do mundo de modo a esclarecer a importância das mesmas para a prosperidade e o bem-estar das suas populações:
"IRS will cut 7,000 jobs because the majority of people are filing their tax returns online" http://www.dailymail.co.uk/news/article-3811646/IRS-cutting-7-000-jobs-vast-majority-people-file-tax-returns-online-meaning-fewer-people-needed-process-paper-forms.html
"Inland Revenue to cut 1500 jobs between 2018 and 2021" www.stuff.co.nz/business/industries/78231571/inland-revenue-to-cut-1500-jobs-between-2018-and-2021
"Australian Taxation Office axes 4400 jobs in 19 months" (April 9, 2015 http://www.canberratimes.com.au/national/public-service/australian-taxation-office-axes-4400-jobs-in-19-months-20150409-1mhhgq.html)

Anónimo 20.07.2017

Portugal continua a viver numa estuporada fantasia delirante de teor marcadamente socialista. Mas de um socialismo ortodoxo doentio, anacrónico, pautado pela mais abjecta desonestidade intelectual e pelo mais ridículo pedantismo. Quase como que um parente pobre do infame Chavismo-Madurismo, sem os fatos de treino nem as fardas militares, mas com muito fato e gravata e muito título académico incorporado no nome inscrito junto dos serviços de registo e notariado.

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