Conjuntura Excedente externo da Zona Euro cresce para 28,4 mil milhões de euros

Excedente externo da Zona Euro cresce para 28,4 mil milhões de euros

Em Outubro deste ano, o excedente externo da Zona Euro foi ligeiramente reforçado face a Setembro, de 27,7 para 28,4 mil milhões de euros.
Excedente externo da Zona Euro cresce para 28,4 mil milhões de euros
Pedro Elias/Negócios
Nuno Aguiar 20 de Dezembro de 2016 às 13:54

União Europeia e Zona Euro evoluíram em sentidos diferentes na sua relação económica com o exterior, mostram os dados publicados hoje pelo Eurostat. O primeiro viu o seu saldo externo recuar em Outubro, enquanto o segundo aumentou o seu excedente em comparação com o mês anterior.  

 

No que diz respeito aos países da moeda única, o excedente da conta de transacções correntes saltou de 27,7 para 28,4 mil milhões de euros entre Setembro e Outubro. Um valor que, ainda assim, fica aquém do saldo de Agosto (29 mil milhões) e longe do nível de Abril (33,3 mil milhões).

 

Segundo o Eurostat, o reforço de Outubro não veio da rubrica que tem mais peso: o excedente da balança de bens - que representa a diferença entre exportações e importações de mercadorias - caiu de 31,8 para 26 mil milhões de euros. Por outro lado, a balança de serviços - onde está, por exemplo, o turismo - registou o maior valor em pelo menos um ano (9,3 mil milhões), bem acima do mês anterior (4,8 mil milhões). Ao mesmo tempo, o rendimento primário teve um desempenho melhor e o rendimento secundário ligeiramente menos negativo.

 

Quanto à União Europeia, a trajectória foi a oposta. O saldo externo recuou de 17,4 para 16,1 mil milhões de euros entre Setembro e Outubro. Observa-se também um recuo no excedente da balança de bens e uma melhoria da balança de serviços.

 

Quando se olha para a divisão por países, verifica-se que o principal contribuidor para o excedente externo da Zona Euro e da União Europeia era, de longe, a Alemanha, com um saldo positivo de 18,4 mil milhões de euros em Outubro. Portugal manteve o seu ligeiro excedente de 0,8 mil milhões, acima dos 0,2 mil milhões de Setembro, mas abaixo dos 1,1 mil milhões de Julho.




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 3 dias


ESTADO NÃO DEVE PAGAR REGABOFE DOS LADRÕES FP / CGA


PRINCÍPIO DA CONFIANÇA

Uma leitura cega do princípio da confiança implica, nos dias que correm, violar outros princípios: a justiça e a equidade inter-geracional.

Coloquem-se na pele de um trabalhador no activo: por que razão deve aceitar pagar pensões elevadas quando no seu tempo terá, na melhor das hipóteses, apenas uma reforma de sobrevivência?

Porque deve aceitar hoje sacrifícios extra, quando os pensionistas recusam toda e qualquer mudança?

Os pensionistas representam uma das camadas mais vulneráveis da população e, por isso, devem ser protegidos.
Porém, não são uma realidade homogénea.

Há pensionista que podem e devem dar um contributo mais significativo para ajudar a ultrapassar a crise financeira e económica.

É UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA E MORAL.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 dias


ESTADO NÃO DEVE PAGAR REGABOFE DOS LADRÕES FP / CGA


PRINCÍPIO DA CONFIANÇA

Uma leitura cega do princípio da confiança implica, nos dias que correm, violar outros princípios: a justiça e a equidade inter-geracional.

Coloquem-se na pele de um trabalhador no activo: por que razão deve aceitar pagar pensões elevadas quando no seu tempo terá, na melhor das hipóteses, apenas uma reforma de sobrevivência?

Porque deve aceitar hoje sacrifícios extra, quando os pensionistas recusam toda e qualquer mudança?

Os pensionistas representam uma das camadas mais vulneráveis da população e, por isso, devem ser protegidos.
Porém, não são uma realidade homogénea.

Há pensionista que podem e devem dar um contributo mais significativo para ajudar a ultrapassar a crise financeira e económica.

É UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA E MORAL.

pub