Conjuntura Excedente externo está reduzido a menos de metade

Excedente externo está reduzido a menos de metade

O saldo da balança de pagamentos permanece positivo, mas o valor acumulado até Agosto é menos de metade do que se observava há um ano. Menos fundos europeus e uma redução acentuada de depósitos de não-residentes ajudam a explicar esta redução.
Excedente externo está reduzido a menos de metade
Pedro Elias
Eva Gaspar 19 de Outubro de 2016 às 12:14

Nos primeiros oito meses de 2016, o saldo conjunto das balanças corrente e de capital situou-se em 888 milhões de euros, valor que compara com 2.097 milhões de euros observado no mesmo período de 2015, revelam dados divulgados nesta quarta-feira, 19 de Outubro, pelo Banco de Portugal.


A redução do excedente externo (ver gráfico) é sobretudo explicada pela evolução da balança de capitais, onde se observa uma degradação do saldo positivo devido a uma "redução acentuada" de depósitos de não-residentes e à entrada de menos fundos europeus, possivelmente em resultado da contracção do investimento (designadamente do público). 
"A redução dos fundos provenientes da União Europeia explica, em grande medida, a diminuição do excedente da balança de capital", frisa o Banco de Portugal.

Já o saldo da balança de bens e serviços apresentou um excedente de 3.025 milhões de euros, superior aos 2.460 milhões de euros registados no período homólogo, em resultado de uma redução de 1,4% das importações que mais do que compensou o decréscimo de 0,2% das exportações. O turismo continua a dar uma forte ajuda ao reequilíbrio da posição externa do país. Escreve o Banco de Portugal que a rubrica "viagens e turismo" apresentou um saldo de 5.782 milhões de euros, mais 568 milhões de euros que em igual período de 2015.

Segundo o Boletim Económico de Outubro do Banco de Portugal, Portugal deverá continuar a apresentar um excedente face ao exterior e fechar o ano com o indicador no equivalente a 1,3% do PIB, abaixo dos 1,7% de 2015, mas ainda em terreno positivo.






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mais votado Anónimo Há 2 semanas

Isso é facilmente explicável pela geringonça. É do Outono!! E do aquecimento global, e da localização periférica!!

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Os não residentes e residentes foram vigarizados e roubados por grande parte dos bancos com a passividade (colaboração) dos supervisores e justiça, agora gritem que já era.
O mais curioso é que ninguém está preso e gozam com os proveitos das fraudes:
BPN, BPP, MILLENNIUM BCP, BES, BANIF.
Depositar dinheiro nos bancos é como entregar o ouro ao bandido, na 1ª quem quer cai, na 2ª cai quem quer e na 3ª cai quem é burro

Nuno Alves Há 2 semanas

Típico de má governação!

Jaime Há 2 semanas

Não há problema. O fundamental é devolver o dinheiro à função pública. Se o temos de pedir emprestado? Paga-se com juros depois. Sempre a seguir. Nunca conseguimos a pertar o cinto de forma a nos livrarmos da espiral da dívida, porque a "democracia" não deixa.

pertinaz Há 2 semanas

DEVE SER UMA CONSPIRAÇÃO CONTRA PORTUGAL

VAMOS A CAMINHO DO ABISMO

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