Economia Exportações aumentam 13,7% em Agosto

Exportações aumentam 13,7% em Agosto

As exportações portuguesas cresceram 13,7%, em, Agosto, uma evolução muito impulsionada pelo comércio extracomunitário, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Importações aumentaram pela primeira vez desde Janeiro.
Sara Antunes 10 de Outubro de 2012 às 11:17
As saídas de bens aumentaram 13,7%, em Agosto quando comparado com igual período do ano passado. Esta evolução está muito relacionada com a evolução das exportações para países fora da União Europeia, que aumentaram em 37,3%, segundo a mesma fonte.

Face ao mês anterior, as exportações acentuaram a subida. Em Julho, o aumento das exportações tinha sido de 7,9%.

As exportações para a União Europeia e para a Zona Euro também cresceram, mas a um ritmo mais moderado. As saídas de bens para o mercado intracomunitário aumentaram 3,7%.

A taxa de cobertura melhorou para 83,9%, o que compara com os 74,8% registados há um ano.

Importações aumentam pela primeira vez em sete meses

As importações de bens por parte de Portugal aumentaram 5,5%, no mês em análise quando comparado com igual período do ano passado, depois de em Julho terem caído 5,8%. Agosto marca assim uma interrupção da tendência de queda das importações portuguesas. Desde Fevereiro que as importações estavam a cair.

A evolução das importações está relacionada com o comportamento do comércio com os países extracomunitários aumentaram em 24,2%. Já as entradas de bens da União Europeia diminuíram 2,1%.

Mais de metade dos produtos importados por Portugal são combustíveis, cujas chegadas aumentaram em 14,8% em Agosto, adianta o INE.

No que respeita às exportações, os produtos que Portugal mais vende para fora do País são das categorias de máquinas e aparelhos e combustíveis.

(Notícia actualizada às 11h35 com mais informação)



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asCeta163qwj Há 3 dias

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Anónimo Há 3 semanas

As exportações de bens portugueses cresceram 9,6% nos primeiros oito meses do ano, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) ontem publicados. O ritmo de crescimento das exportações, o único motor que contribui positivamente para o PIB, esconde, contudo, a forte influência de bens como o ouro e os combustíveis. Por outras palavras, cerca de 40% do ritmo de crescimento da exportações nos primeiros dois terços do ano vem de factores conjunturais que pouco têm a ver com a real melhoria da competitividade, a transferência de recursos para bens transaccionáveis ou a criação de postos de trabalho.

“Para se aferir sobre a verdadeira composição do tecido empresarial português e a reorientação da actividade para o sector transaccionável deve retirar-se este efeito menos estrutural”, afirma Paula Carvalho, economista do Banco BPI, referindo-se ao efeito da exportação de combustíveis.

Os dados do INE até Agosto continuam a tendência mostrada até Julho pela exportação de combustíveis – é a rubrica que mais cresce nos bens exportados e vale cerca de 31% do crescimento global das exportações portuguesas. Tamanha relevância – que foi notada, numa nota de rodapé, no último relatório de avaliação do FMI a Portugal – deve-se a factores conjunturais, dificilmente sustentáveis no tempo.

A orientação massiva para o consumo de gasóleo em Portugal gerou um excesso de capacidade de refinação de gasolina, que acaba por ser exportada para fora da União Europeia (sobretudo Estados Unidos, explicando parte da expansão das exportações para os mercados extracomunitários). Os planos da Galp para reequilibrar a refinação em função do perfil de consumo interno limitarão no futuro este canal exportador (que implica a importação cara de petróleo, mitigando o valor acrescentado para a economia). O impacto adicional homólogo tenderá a ser cada vez menor.

Loucura no ouro A somar aos combustíveis está o ouro. Portugal exportou 491,6 milhões de euros de ouro não monetário (que exclui as reservas do Banco de Portugal) até Agosto, um salto de 205 milhões (72%) face ao mesmo período em 2011. Ao todo, as vendas de ouro ao exterior (sobretudo Europa) representam cerca de 8% do ritmo de crescimento das exportações até Agosto.

A relevância do ouro espelha dois factores: o efeito da crise no rendimento das famílias (que tendem a desfazerem-se do ouro, que é mais tarde revendido em barras ou sob outra forma ao exterior) e o impacto da cotação do ouro (que triplicou nos últimos cinco anos).

Outras rubricas, como a crescente exportação paralela de medicamentos (com influência inferior a 0,3% no ritmo de crescimento), retiram algumas décimas adicionais de realidade ao ritmo exportador.

“Portugal Exportador” Retirando o efeito de factores pouco sólidos ou estruturais sobra o país exportador mais estrutural, que ajuda a reequilibrar a balança comercial e é o único travão a um colapso total da economia. O crescimento é mais lento no mercado intracomunitário (mais 3,7% em Agosto) – que absorve mais de três quartos das vendas nacionais ao exterior – e mais rápido fora da UE (em boa parte graças a Angola, que se transformou no quatro maior mercado para Portugal (entre França e o Reino Unido). A crise em mercados europeus cruciais, com destaque para Espanha, deverá limitar o ritmo de crescimento pelo menos em 2013.

Todas as categorias de bens registam crescimentos – das mais tradicionais que conseguiram renovar-se, como o têxtil (9,4% em Agosto), a sectores de intensidade tecnológica mais alta, como maquinaria. O problema está, no entanto, na dimensão ainda pequena do sector exportador, menos de 5% das empresas portuguesas.

Anónimo Há 3 semanas

Vejam as noticias do I de hoje 40% do valor das nossas exportações são gasolina para os USA cá gasta-se muito mais gasoleo que gasolina e ouro em barra.................percebe-se o porquê de tantas lojas de compra de ouro

mauro pires Há 3 semanas

É incrivel que ainda haja pessoas tão ignorantes, burras, ordinarias, traidoras da patria, sinceramente onde é se já vi-o o povo a deitar a baixo o crescimento das exportações nacionais! olhem só para chatiar os demagógicos vou revelar a recessão do 3 trimestre: -0.6% ou seja uma abrandamento da recessão económica, e para os mais ignorantes isto deve-se á mudança da estruturs económica do país ou seja passar de uma economia de "consumo" para uma economia de exportação, como a irlanda. Mas para isso precisamos de jovens inovadores, criadores de riqueza e emprego mas que os mesmos não fiquem á espera que lhes caia algum milagre em cima. Este governo anda a infrentrar lobys poderosissimos! Função publica(cambada de merdas), e agora com o aumento de impostos para os mais ricos(incluindo classe média alta) os mesmos já começam a ladrar e como os mesmos tambem descontam para os sindicatos os mesmos estao com medo de ficar sem mama. Greves, enfim só aqueles que são mesmo burritos e que vão, perdem um dia de salário, afetam a produçao da empresa e depois não ponham nas noticias que está na falencia por causa do aumento de impostos, não! Estas empresas têm de deixar de jogar pelo seguro, têm de exportar, inovar, encontrar pessoas motivadas para trabalhar e que produzam sem reclamar.... emfim é preciso enfrentar tanta merdaaa neste país que até o passos coelho têm de cometer gaffes para os aturar.

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