Conjuntura Exportações de bens crescem abaixo das importações até Fevereiro

Exportações de bens crescem abaixo das importações até Fevereiro

Fevereiro foi um mês de crescimento das exportações e das importações. No entanto, os valores acumulados para os dois primeiros meses do ano mostram que as vendas de bens para o exterior subiram 13,8% mas as compras aumentaram 15,4%.
Exportações de bens crescem abaixo das importações até Fevereiro
Bruno Simão
Marta Moitinho Oliveira 10 de abril de 2017 às 11:13
As exportações de mercadorias subiram 9% em Fevereiro, acumulando um crescimento de 13,8% nos dois primeiros meses de 2017 em relação ao mesmo período do ano anterior, revelam dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). No conjunto dos dois meses, as vendas para o exterior cresceram abaixo da subida registada pelas importações de bens (15,4%). 

Os dados do INE mostram apenas dados das exportações e das importações para os primeiros dois meses do ano e referem-se ao comércio internacional de mercadorias, deixando de fora as exportações e importações de serviços. 

Analisando apenas o mês de Fevereiro, as exportações subiram 9% e as importações 8,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em ambos os casos, acontece uma desaceleração face ao que aconteceu em Janeiro, quando as vendas para o exterior aumentaram 19,1% e as compras 22,4%. 

Esta evolução ditou uma desaceleração tanto das exportações como das importações, quando observada a comparação entre os dois primeiros meses de 2017 e o mesmo período do ano anterior.

Assim, segundo os dados do INE, o valor exportado até Fevereiro aumentou 13,8% enquanto o valor importado no mesmo período foi de 15,4%.
  
"O défice da balança comercial de bens situou-se em 746 milhões de euros em Fevereiro de 2017, representando um aumento de 58 milhões de euros face ao mês homólogo de 2016", revela o INE. Olhando para os valores acumulados até Fevereiro, o défice da balança comercial fixou-se em 1.708 milhões de euros, mais 331 milhões de euros do que o défice acumulado no mesmo período do ano anterior.  

Segundo o INE, "em Fevereiro de 2017, tendo em conta os principais países de destino em 2016, apenas três países registaram reduções nas exportações em comparação com o mesmo mês de 2016: Alemanha, Bélgica e Países Baixos. Nos restantes principais países verificaram-se aumentos, salientando-se os crescimentos das exportações para Espanha, Estados Unidos e Angola (+10%, +53,5% e +61,1%, respectivamente)".

No caso das importações, em Fevereiro de 2017 e no âmbito dos maiores países fornecedores em 2016, o maior destaque vai para o acréscimo registado nas importações com origem na Rússia (justificado pela importação de Óleos brutos de petróleo e Fuelóleo), que registou um aumento de 1.410,7 milhões de euros, seguindo-se as importações provenientes de Espanha (4,5%) e Alemanha (7,5%). 

"Nas exportações de bens, em Fevereiro de 2017 todas as grandes categorias económicas registaram aumentos face ao mês homólogo de 2016, destacando-se o acréscimo verificado nos Combustíveis e lubrificantes (+79,8%), essencialmente Produtos transformados", explica o instituto estatístico.

O INE acrescenta que "em Fevereiro de 2017, apenas as importações de bens de consumo diminuíram em relação ao mesmo mês de 2016. Tal como nas exportações, evidencia-se claramente o aumento das importações de combustíveis e lubrificantes (+63%), sobretudo produtos primários".

(Notícia actualizada com mais informação às 11:50)



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mais votado Anónimo 10.04.2017

A defesa cega, para não dizer idiota, do excedentarismo de carreira sindicalizado ou independente, dá sempre nisto e em bancarrota e pedidos de resgate.

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Anónimo 10.04.2017

Para que o investimento estrangeiro pudesse acontecer em Portugal, primeiro seria necessário flexibilizar o mercado laboral português e criar condições para existir um forte e moderno mercado de capitais em Portugal, ou seja, seria preciso que as reformas e recomendações da troika UE-FMI e da própria OCDE, fossem postas em prática o quanto antes. Senão no final só ficaremos com dívida pública e dívida privada para pagar não se sabe como sem que isso se torne manifestamente injusto para grande faixa da população portuguesa actual e futura.

Anónimo 10.04.2017

Naturalmente que esta tendência das contas externas tem a ver com o consumismo do povo português. Basta ver os carrões que circulam nas estradas financiadas pela UE e que teimosamente não queremos pagar. Razão tem o outro que diz que gastamos dinheiro em putas e vinho verde.

Anónimo 10.04.2017

A defesa cega, para não dizer idiota, do excedentarismo de carreira sindicalizado ou independente, dá sempre nisto e em bancarrota e pedidos de resgate.

Anónimo 10.04.2017

Mais um poucoxinho aumento do défice comercial... É só rir!!!!

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