Conjuntura Exportações e importações crescem mais de 12% no primeiro semestre

Exportações e importações crescem mais de 12% no primeiro semestre

Apesar da travagem brusca no mês de Junho, o primeiro semestre do ano foi marcado por um aumento quer das exportações quer das importações acima dos 12%. O que ainda assim, corresponde a um abrandamento do ritmo face ao mesmo período do ano passado.
Exportações e importações crescem mais de 12% no primeiro semestre
Bruno Simão
Sara Antunes 09 de agosto de 2017 às 11:26

As exportações de bens aumentaram 12,1% no primeiro semestre do ano, enquanto as importações cresceram 14,5%, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE) no relatório sobre o comércio internacional publicado esta quarta-feira, 9 de Agosto.

Há um ano, quer um indicador quer o outro caíram, o que significa que este primeiro semestre do ano está a ser positivo para o comércio internacional do país. Ainda assim, quando avaliados os dados acumulados ao longo do ano, o ritmo de crescimento dos dois componentes abrandou no final destes seis meses. 

 

"Excluindo os Combustíveis e lubrificantes e em termos homólogos, em Junho de 2017 as exportações aumentaram 7,4% e as importações cresceram 7,7%", acrescenta o INE.


Isolando o último mês do período, Junho, observa-se uma travagem do comércio, quer ao nível das vendas para fora do país, quer na compra de bens a outros países. Assim, no sexto mês do ano, Portugal exportou mais 6,8% de bens do que há um ano. Enquanto as importações aumentaram 7,1%. No mês anterior as exportações tinham aumentado 15,6% e as importações quase 22%.

A contribuir para o crescimento menos acentuado das exportações em Junho esteve a quebra das vendas do país para a Alemanha, Estados Unidos e Marrocos. Já no lado das importações, Portugal comprou menos ao Reino Unido, à Rússia e ao Brasil, o que dito um abrandamento do crescimento das compras ao exterior.

Espanha continua a ser o maior parceiro económico de Portugal, com o país a ser o destino de mais de um quarto das exportações do nosso país, e a ser o fornecedor de mais de 30% das compras que fazemos fora de portas. 

(Notícia actualizada às 11:55 com mais informação)




A sua opinião8
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
rm 18.08.2017

Ontem passei pelo PINGO DOCE para comprar pão. É uma VERGONHA NACIONAL ! Quase toda a Fruta, Vegetais e Peixe é IMPORTADA de Espanha e França (por meia duzia de centimos). É CHOCANTE. O CONTINENTE é igual. Até escondem a Etiqueta da ORIGEM. Já no LIDL e no JUMBO (estrangeiros) exibem a Ban

Rogerio 14.08.2017

Não admira. O défice da Balança de Pagamentos está a agravar-se a cada dia que passa por causa das IMPORTAÇÕES. Não é comprar carros elétricos é CONSTRUIR CARROS ELÉTRICOS. Para que servem tantos cientistas, doutorados, gestores e engenheiros ? Só estatisticas. Nas nossas cozinhas p.ex. micro-ondas, torradeira, fogão, forno, maq. lavar roupa e louça, frigorifico, azulejos, mosaicos, leds, etc. etc. TUDO É IMPORTADO. Onde anda a nossa Industrialização ? País continuamente adiado.

Rogerio 09.08.2017

DESEQUILIBRIO DA BALANÇA COMERCIAL - Crónico neste pobre país. Não podemos Crescer porque desequilibramos logo as Balanças Comerciais. Será isto uma DOENÇA NACIONAL CRÓNICA? NÃO É ! É a Incapacidade de Pensarmos em Grande em PORTUGAL - são as VISTAS CURTAS dos nossos Governantes e Empresários e sua falta de formação. (Talvez nos ultimos 2 séculos, mas começa com o desastre chamado D.Sebastião, mas com uma interrupção com o próspero Iluminismo do Marques de Pombal). Porque a nossa GRANDIOSA HISTÓRIA DEMONSTRA O CONTRÁRIO - FOMOS O PRIMEIRO IMPÉRIO GLOBAL DO MUNDO - logo Ambição e Destemor nunca nos faltou. Mas basta entrar nas nossas COZINHAS para encontrarmos parte da resposta: não produzimos Micro-Ondas, Fogões, Fornos, Frigoríficos, Maq. Lavar Roupa, Maq. Lavar Louça, Exaustores, Leds, Mosaicos, Azulejos, Talheres, Louças, DE QUALIDADE, etc. E compramo-los a Espanha, França e Alemanha - uma TRISTEZA E UM DESGOSTO. MAIS: Entramos na nossa Sala e o que vemos: não fabrica

Anónimo 09.08.2017

Ou seja, o endividamento está em crescendo. Muito bom...

ver mais comentários
pub