Ferreira Leite votava contra a alteração na TSU se fosse deputada
15 Setembro 2012, 15:53 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt
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Ex-líder do PSD diz que os deputados que consideram a medida gravosa devem votar contra ou pedir a demissão.
Ferreira Leite voltou a apelar aos deputados que estão contra a descida da TSU às empresas e a subida da contribuição social dos trabalhadores para a Segurança Social que votem contra esta medida no Parlamento.

Em entrevista ao “i” admitiu que era isso que faria se ainda fosse deputada no Parlamento.

“Se nós estivermos absolutamente convictos, como eu estou, de que esta medida vai agravar gravemente aquilo que é o nosso maior problema, que é o desemprego, eu acho que, se lá estivesse, ponderaria seriamente o que eu faria a esta medida em concreto, não pondo propriamente em causa o Orçamento”, explicou Ferreira Leite, afirmando que “votava contra ou, se não me deixassem, saía do parlamento”.

Por isso, recomenda que “todos os deputados que estiverem convencidos, como eu, de que a medida é gravosa, devem votar contra”.

Esta ideia já tinha sido deixada na entrevista da ex-ministra das Finanças à TVI24, em que tinha apelado aos deputados para não esperarem que fosse o Presidente da República a lhes lavar a consciência.

Na entrevista ao “i” Ferreira Leite concretiza, deixando claro que o apelo não é para os deputados votarem contra o Orçamento do Estado, mas sim contra a alteração da TSU, ou seja, na especialidade.

Ferreira Leite volta a atacar as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, estimando que vão aumentar o desemprego.

Quanto ao papel do Presidente da República, Ferreira Leite acredita que Cavaco Silva “saberá, não tenho dúvidas, resolver o assunto ou, pelo menos, intervir de acordo com os poderes constitucionais que lhe são dados”.

“Não tenho dúvidas nenhumas de que o Presidente da República não renega nenhuma das responsabilidades que tem e não renega intervir em todas as situações em que deve intervir. É uma pessoa altamente responsável para não se eximir a situações dessa natureza. Agora, aquilo que eu acho é que não posso ficar tranquila, de braços cruzados, esperando que o Presidente da República resolva o meu problema. O meu problema começa por ser resolvido por mim”, reforçou.
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