Função Pública Fesap volta a exigir descongelamento total das carreiras

Fesap volta a exigir descongelamento total das carreiras

A estrutura da UGT quer que o Governo assuma os principais compromissos antes das negociações com os partidos na especialidade.
Fesap volta a exigir descongelamento total das carreiras
Bruno Simão/Negócios
Catarina Almeida Pereira 06 de setembro de 2017 às 16:22
O descongelamento total das carreiras na administração pública em Janeiro de 2018 é uma das principais reivindicações da Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) que garante que não aceita qualquer gradualismo ou faseamento ao longo dos próximos anos.

"Não podemos aceitar nenhum tipo de faseamento ou de fraccionamento", afirmou em conferência de imprensa José Abraão, da Fesap, uma das três estruturas sindicais que na próxima sexta-feira será recebida no Ministério das Finanças para uma primeira reunião sobre o orçamento do Estado.

A intenção do Governo é a de permitir que possam progredir todos os funcionários que reuniram os pontos necessários entre 2010 e 2015, mas de forma gradual ao longo dos próximos anos. Para isso, poderão ser fixadas percentagens de reposição na nova posição remuneratória.

Na confederência de imprensa que se seguiu à reunião dos sindicatos da Fesap, José Abraão também defendeu que o Governo deve estabilizar os compromissos sobre a Função Pública até à entrega do Orçamento do Estado no Parlamento, que tem como data limite 15 de Outubro. O objectivo é evitar que o Governo afirme, depois dessa data, que a questão passou para o âmbito das negociações com os partidos.

Além de exigir o descongelamento total de carreiras, a Fesap, que não afasta a hipótese de uma greve, também defende aumentos salariais de 2,5% - algo que o Governo tem afastado - o aumento do subsídio de refeição para seis euros por dia, sem tributação, ou a revisão da tabela remuneratória única, de forma "a que se restabeleça a diferença de 50 euros entre posições remuneratórias".

O objectivo seria aumentar os escalões que estão acima do salário mínimo, que a Fesap defende que suba para os 585 euros.





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comentários mais recentes
Já Agora, Descongelem, e substituam 08.09.2017

Substituam por uma norma Justa, seja, uma Lei que as Carreiras tenha em conta, a Competência, o Empenho, Assuidade, Produtividade.

Anónimo 06.09.2017

Já agora aumentem também as reformas dos FP que são uma miséria, sff...

Estou há 10 anos com o mesmo salario 06.09.2017

Se vierem com graduais e aos poucos perdem um voto.

General Ciresp 06.09.2017

Mulher boa nao chega para as ecomendas.Presa facil revolta os carnivoros.Uma das duas veste o d.branca.

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