Angola Filho de Eduardo dos Santos exonerado do Fundo Soberano

Filho de Eduardo dos Santos exonerado do Fundo Soberano

O último dos filhos de José Eduardo dos Santos que ainda tinha ligações ao Estado foi esta quarta-feira demitido do Fundo Soberano por João Lourenço.
Filho de Eduardo dos Santos exonerado do Fundo Soberano
D.R.
Celso Filipe Lusa 10 de janeiro de 2018 às 19:59

O Presidente angolano, João Lourenço, exonerou esta quarta-feira, 10 de Janeiro, a administração do Fundo Soberano de Angola (FSDEA), presidida por José Filomeno dos Santos (na foto), tendo nomeado Carlos Alberto Lopes para liderar a instituição.

A informação sobre a exoneração, "por conveniência de serviço", foi transmitida hoje pela Casa Civil do Presidente da República em nota enviada à agência Lusa, em Luanda, passando o FSDEA, que gere activos do Estado angolano de 5.000 milhões de dólares, a ser presidido por Carlos Alberto Lopes, até agora secretário para os Assuntos Sociais do chefe de Estado.

José Filomeno dos Santos é o último dos filhos de José Eduardo dos Santos a ser afastado do aparelho dos Estado, mas em Novembro do ano passado já tinha sido alvo de João Lourenço, quando o Governo de Angola rescindiu o contrato de concessão que havia firmado com a Bromangol, empresa que detinha o monopólio das análises laboratoriais de alimentos e tinha ligações a José Filomeno dos Santos.

Esta segunda-feira, numa entrevista colectiva que se realizou no palácio presidencial, em Luanda, João Lourenço tinha dado indicações de que a saída de José Filomeno dos Santos era praticamente garantida. Na altura, questionado a esse propósito, o chefe de Estado afirmou "pode acontecer".

O presidente angolano explicou, nessa ocasião, que havia sido contratada uma empresa para avaliação do funcionamento do Fundo, tendo o diagnóstico sido entregue ao Ministério das Finanças, que deveria apresentar, no próximos dias, um conjunto de medidas a implementar naquele organismo.

Questionado sobre se estava a perseguir a família de Eduardo dos Santos com esta exonerações, João Lourenço argumentou que tal era "uma forma incorrecta de se analisar o problema". "Não perseguimos pessoas", garantiu".

Depois de Isabel dos Santos, que exonerou do cargo de presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol, e de ter ordenado a rescisão do contrato entre a Televisão Pública de Angola (TPA) e a empresa Semba Comunicações, detida por Welwítschia "Tchizé" e José Paulino dos Santos "Coreon Dú" para a gestão do segundo canal, José Filomeno dos Santos é o quarto filho do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos a ser afastado do poder por João Lourenço, empossado em Setembro último.

Na entrevista colectiva que marcou os seus 100 dias de mandato, João Lourenço afirmou que a rescisão do contrato com a Semba se fez exclusivamente por motivos de gestão.  "O contrato era bastante desfavorável ao Estado" e foi esse contexto que esteve na base da decisão. "Eram situações que comprovadamente eram lesivas dos interesses do Estado", sublinhou.

Quanto a Isabel dos Santos, explicou a sua exoneração da presidência da Sonangol por "conveniência de serviço".







A sua opinião7
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Menoli Há 5 dias

Ó anónimo dos 200.000 tugas. Deves ter razão mas os milhares de pretos que andam aqui a gamar são protegidos do nosso governo, como se fossem ( animais em vias de extinção). Claro que não são animais mas o nosso governo dá ideia disso pela proteção que lhes dá.

Anónimo Há 5 dias

Exonerou en Jan 2018 tb Portugal nas parcerias económicas,primeiro ignorou Marcelo no ato de posse Setenmbro 2017,depois em nov dá recado a Costa, em Jan encosta governo á parede com caso Miguel vicente.Os 200 000 tugas em angola estão lixados

Camponio da beira Há 5 dias

Angola era uma gigantesca empresa familiar

Menoli Há 5 dias

Este gajo está a preparar uma nova guerra fraticida em Angola.

ver mais comentários
pub