União Europeia Fillon pede desculpa aos franceses e admite "erro" na contratação de familiares

Fillon pede desculpa aos franceses e admite "erro" na contratação de familiares

O candidato às presidenciais em França anunciou um novo começo para a sua campanha eleitoral já a partir de hoje, depois de se explicar sobre as contratações de familiares.
Fillon pede desculpa aos franceses e admite "erro" na contratação de familiares
Paulo Zacarias Gomes 06 de fevereiro de 2017 às 15:35

O candidato da direita às presidenciais francesas assumiu que foi "um erro" a contratação da sua mulher e dos filhos – envolta em suspeitas de trabalho fictício - e pediu desculpa aos franceses. Contudo, assume que tudo foi feito dentro da legalidade e que não escondeu nada.


"Foi um erro e apresento as minhas desculpas aos franceses," declarou esta segunda-feira, 6 de Fevereiro, François Fillon, em conferência de imprensa em Paris citada pelo jornal "Le Figaro", justificando que a contratação da mulher e dos filhos para funções de apoio parlamentar foi feita dentro da legalidade e se baseou em "questões de confiança".


"Nada foi escondido. Os valores recebidos foram declarados ao fisco," garantiu, acrescentando que terminou há mais de três anos a colaboração com familiares, ao contrário - disse - de muitos que agora o acusam.

"Não cabe ao sistema mediático julgar-me mas sim aos franceses e apenas a eles," afirmou, dizendo que em 32 anos de carreira política "nunca" infringiu a lei.

Além da defesa em relação às suspeitas de pagamento a familiares por trabalho fictício, que nos últimos dias provocaram a sua queda nas intenções de voto, Fillon anunciou ainda um "novo começo" para a sua campanha.

Ainda esta segunda-feira uma sondagem da Opinionway coloca Fillon com 20% na primeira volta, sem hipóteses de aceder à segunda, que seria disputada entre Emannuel Macron (que venceria a eleição com 65%) e Marine Le Pen (presumivelmente derrotada com 35%).

"Sabem o que penso das sondagens. (…) Não serão as sondagens que me farão mudar de opinião. Nada me fará mudar de opinião, sou candidato à eleição presidencial e sou candidato para ganhar. (...) Eu fui escolhido por milhões de franceses. A partir desta tarde, afirmo aqui que é uma nova campanha que se anuncia," afirmou.

O semanário francês "Le Canard Enchaîné" revelou que Penelope Fillon, a mulher do candidato, foi contratada durante 15 anos e ganhou 831 mil euros em verbas públicas alegadamente para pagamento de "trabalho fictício". Na sequência das suspeitas, as autoridades policiais fizeram buscas na Assembleia Nacional, em Paris, e inquiriram Fillon e a mulher.


(Notícia actualizada às 16:03 com mais informação)




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comentários mais recentes
José Marques 07.02.2017

Je n'ai rien fait, mais je m'excuse quand même...

5640533 06.02.2017

Mais um com consciência tranquila e sem vergonha.

Anónimo 06.02.2017

Como sempre os políticos da chamada democracia, são aqueles que se conseguem rodear de amigos e familiares no poder, porque uma mão lava a outra e a outra e as duas manipulam as massas.
Foi por este tipo de coisas que Tump foi eleito pelos mais pobres, os ricos votaram em Clinton.

surpreso 06.02.2017

Trop tard,cher François!

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